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04/09/2009 - 08h22

Bovespa marca alta, a primeira em 6 dias, e dólar volta a perder valor

SÃO PAULO - Apesar de toda a instabilidade, a quinta-feira acabou de forma positiva para os mercados brasileiros. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve a primeira alta em seis pregões e o dólar voltou a perder valor para o real. Já os contratos de juros futuros tiveram leve alta, se ajustando à decisão do Banco Central (BC) de manter a taxa de juros estável em 8,75% ao ano.

Na renda variável, a sessão foi definida no fim do dia. Compras em Wall Street estimularam os agentes no mercado doméstico e o Ibovespa garantiu leve alta de 0,58%, para 55.707 pontos. O giro financeiro, no entanto, foi baixo, somando R$ 4,51 bilhões.

Em Wall Street, o Dow Jones ganhou 0,69%, aos 9.344 pontos. O S & P 500 avançou 0,85%, para 1.003 pontos, e o Nasdaq subiu 0,82%, alcançando 1.983 pontos.

Entre os indicadores do dia, destaque para a queda nos pedidos semanais por seguro-desemprego e para a melhora no índice de atividade no setor de serviços. O Instituto de Gerentes de Compras (ISM, na sigla em inglês) mostrou que o índice subiu de 46,4 em julho para 48,4 em agosto, superando a previsão de alta para 48 pontos. Da Ásia, vieram indicações positivas da China. Os agentes esperam que o governo tome medidas de estímulo para o mercado acionário. Saíram notícias também sobre crescimento acima do esperado dos empréstimos em agosto.

No entanto, não há firmeza no movimento comprador tanto aqui quanto em Wall Street. Os agentes parecem reticentes em realizar lucros de forma mais acentuada, mas não encontram motivos suficientes para seguir ampliando posições.

A dúvida é a mesma desde meados de agosto. Com uma recuperação de mais de 50% - no ano para a Bovespa e das mínimas de março em Wall Street -, há espaço para mais valorização? A esperada retomada da atividade no segundo semestre já não está no preço das ações? Enquanto " ninguém " traz essas respostas, a expectativa é de que o mercado " ande de lado " por mais algum tempo. No Brasil, as incertezas não abalam a convicção de parte dos agentes de mercado de que a tendência continua sendo de alta, com Ibovespa acima dos 60 mil pontos no final do ano.

No câmbio, os vendedores voltaram a ditar o rumo dos negócios, sinalização que as posições compradas na semana passada continuaram sendo desfeitas.

Operando em baixa desde o começo dos negócios, a moeda americana fechou o dia negociada a R$ 1,864 na compra e R$ 1,866 na venda, queda de 1%.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a divisa perdeu 1%, para fechar, também, a R$ 1,885. O giro financeiro somou US$ 120 milhões, 56% menor que o registrado na quarta-feira. Já no interbancário, o volume subiu 11%, para US$ 1,9 bilhão.

Nos juros futuros, os contratos acumularam prêmio de risco, mas na verdade já faz um bom tempo que a curva está no " dois para lá, dois para cá " . E, dependendo do Banco Central, isso não muda tão cedo. A interpretação do comunicado apresentado junto com a decisão de juros é de Selic estável em 8,75% ao ano por longo período de tempo.

Ao fim do pregão, na BM & F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2010, mais líquido do dia, apontava alta de 0,03 ponto, a 8,64%. Julho de 2010, que divide as apostas quanto à possibilidade de alta na Selic no primeiro ou no segundo semestre, subiu 0,02 ponto, projetando 8,93%. Ainda entre os curtos, outubro de 2009 também apontava alta de 0,02 ponto, marcando 8,62%.

Na parte longa da curva, o DI para janeiro de 2011 apontava alta de 0,03 ponto, a 9,74%. O vencimento para janeiro de 2012 avançou 0,01 ponto, a 11,06%. E janeiro de 2013 projetava 11,79%, valorização de 0,02 ponto.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 617.980 contratos, equivalentes a R$ 56,73 bilhões (US$ 29,80 bilhões), alta de 37% sobre o registrado no pregão anterior, mas um volume tímido para dias pós-Copom. O vencimento para janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 220.030 contratos, equivalentes a R$ 21,41 bilhões (US$ 11,24 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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