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09/09/2009 - 18h14

Falta força e Bovespa não confirma os 58 mil pontos

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) voltou a testar os 58 mil pontos, mas ainda não encontrou força suficiente para se sustentar acima de tal patamar. Mesmo assim, o Ibovespa subiu conseguiu marcar nova máxima para o ano. Na reta final do pregão, o principal indicador da bolsa paulista reverteu as perdas do período da tarde e garantiu leve alta de 0,10%, fechando aos 57.909 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 4,79 bilhões.

Tal pontuação supera os 57.854 potnos de ontem e é a maior desde 31 de julho do ano passado, quando o índice marcava 59.505 pontos. No acumulado do ano, o Ibovespa já subiu 54,22%.

Os últimos dois pregões têm cara de "filme reprisado", pois, no final de agosto, o índice também superou os 58 mil pontos no intradia e não conseguiu confirmar tal pontuação. O movimento seguinte foi um realização de lucros, que puxou o índice para a linha dos 55.300 pontos.

Segundo o analista da Leme Investimentos, João Pedro Brugger Martins, também há paralelo com o comportamento do Ibovespa em junho, quando a linha de resistência dos 55 mil pontos não conseguia ser rompida e o mercado entrou em uma trajetória de correção que teve fundo aos 48.872 pontos registrados em 14 de julho. O que tirou o mercado dessa linha, lembra Martins, foi a rodada de resultados do segundo trimestre, que impulsionou nova onda de compras não só na Bovespa, mas também nas bolsas da Europa e Estados Unidos.

É e isso que falta agora. Alguma notícia com força suficiente para justificar o rompimento dos 58 mil pontos. Essa "espera" por fatos novos também dita os negócios em Wall Street, onde o S & P 500 não consegue passar da linha de 1.030 pontos. Segundo Martins, o pior da crise já ficou para trás e os agentes trabalham, agora, sobre como será a recuperação.

No curto prazo, o analista não descarta a possibilidade de nova rodada de realização de lucros e períodos de forte instabilidade. Mas, no médio prazo, o viés segue positivo.

No front corporativo, as ações da Petrobras deram sustentação ao índice. O papel PN ganhou 0,36%, a R$ 33,00, e o ON subiu 1,32%, a R$ 39,80. Além da alta no preço do WTI, os investidores reagiram à notícia divulgada ontem, de que o poço de Guará, na Bacia de Santos, tem alta produtividade, com volume recuperável de 1,1 bilhão a 2 bilhões de barris. Contribuindo para a variação positiva do Ibovespa, Itaú Unibanco PN teve acréscimo de 1,25%, a R$ 32,40, Cesp PNB subiu 2,12%, a R$ 22,09, e Bradesco PN aumentou 0,63%, a R$ 31,73.

Na ponta oposta, Vale PNA devolveu 0,11%, a R$ 33,75, Usiminas PNA caiu 1,26%, a R$ 45,25, e MMX Mineração perdeu 2,55%, a R$ 9,53, depois de operar em alta durante boa parte do dia.

Com exceção do papel PN da Klabin, que ganhou 3,81%, a R$ 4,08, setores ditos como defensivos foram destaque na compra. Telemar PN subiu 4,95%, a R$ 30,95, TIM Participações ON teve valorização de 3,57%, a R$ 5,80, e Copel PNB registrou acréscimo de 2,70%, a R$ 30,40. Telemar ON, Cemig PN, Cteep PN e Cesp PNB ganharam mais de 2% cada. No lado contrário, Rossi ON passou por correção depois da recente puxada de alta. O papel recuou 2,49%, a R$ 12,12. Redecard ON e B2W Varejo ON também devolveram mais de 2% cada.

Fora do índice, o destaque ficou com as ações ON da GVT, que saltaram 18,58%, para R$ 43,00. Ontem à noite, a francesa Vivendi fez uma oferta pela empresa de telefonia no valor de R$ 42 por ação. (Eduardo Campos | Valor Online)

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