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09/09/2009 - 18h09

Plano de saúde sobe em agosto e pressiona custo de vida em São Paulo

SÃO PAULO - O custo de vida dos paulistanos subiu 0,30% em agosto, como resultado do aumento de gastos com Saúde, Transporte e Habitação, que responderam por 0,29 ponto percentual do total de inflação no mês. De acordo com o levantamento feito pelo Departamento Intersindical de estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), no acumulado de 12 meses findos em agosto o aumento do custo de vida é de 3,75%. No período de janeiro a agosto, a alta do indicador é de 2,53%.

No índice mensal, o maior aumento foi verificado no grupo Saúde, de 1,03%, devido à inflação de 1,49% verificada nos custos com seguros e convênios médicos. No segmento de medicamentos, os preços ficaram estáveis.

Em Transportes, o aumento do álcool, de 4,09%, resultou em forte impacto para o grupo, onde a inflação foi de 0,50% em agosto. No grupo Habitação, onde o custo teve aumento de 0,30% no mês, a pressão mais forte veio do aumento de 2,50% no componente de locação na cidade.

Em geral responsável pelos grandes movimentos do índice, em agosto o grupo Alimentação ficou praticamente estável, com alta de 0,08%. O número é resultado de uma alta de 0,23% nos produtos in natura, que foi compensada pela baixa de 0,38% no grupo de produtos industrializados.

Também foi modesta a contribuição do grupo Equipamento Doméstico, que avançou 0,14% no mês, mas não deu nenhuma contribuição para o total do ICV. Vale destacar a queda de 0,07% nos eletrodomésticos e de 0,16% nos móveis.

Na ponta de baixa, o setor de Vestuário registrou queda de 0,28% devido, principalmente, à baixa de 0,50% nos preços de roupas. No grupo Despesas Pessoais, onde a deflação também foi de 0,28%, a contribuição de queda veio de produtos de higiene e limpeza, que ficaram 0,50% mais baratos no mês.

Na análise do custo de vida por faixa de renda, o indicador registrou impacto diferenciado. Como a pressão mais importante do índice veio de planos de saúde, o custo de vida pesou mais para o estrato dos paulistanos com renda média mais alta (R$ 2,792,90), que são os principais usuários desse serviço.

Nesse grupo, a inflação sentida no período foi de 0,35%, acima da média de 0,30% do índice e também superior ao aumento de 0,24% sentido pelos consumidores com de renda mais baixa (R$ 377,49) e pelo grupo de renda média intermediária (R$ 934,17), para quem o custo de vida também ficou 0,24% maior em agosto.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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