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11/09/2009 - 12h17

DIs revertem e voltam a perder prêmio na BM & F

SÃO PAULO - Depois de ensaiar alta no começo dos negócios, os contratos de juros futuros passaram a apontar para baixo na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Os investidores digerem os números do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre e também reagem à medição prévia da inflação no atacado em setembro. Há pouco, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2011 caía 0,03 ponto, projetando 9,65% ao ano. Janeiro de 2012 recuava 0,02 ponto, a 10,96%. E janeiro de 2013 também perdia 0,02 ponto, a 11,70%.

Na parte curta da curva, o DI com vencimento em janeiro de 2010 apontava 8,66%, alta de 0,01 ponto. Julho de 2010 devolvia 0,03 ponto, projetando 8,87%. E outubro de 2009 subia 0,01 ponto, a 8,63%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,9% entre abril e junho contra os três meses anteriores. Já contra o segundo trimestre de 2008, foi registrada uma queda de 1,2%.

Na avaliação do gestor da Global Equity, Octávio Vaz, o PIB veio dentro do esperado e dois componentes chamaram a atenção.

O primeiro deles é o crescimento do consumo das famílias, que avançou 2,1% sobre os três primeiros meses do ano. Segundo Vaz, tal leitura reflete a queda na tributação de automóveis, eletrodomésticos e materiais de construção. Esse avanço da demanda não causa preocupação ao BC, pois era algo esperado devido aos estímulos fiscais.

O segundo ponto destacado pelo gestor é o investimento, ou formação bruta de capital fixo, que ainda apresenta queda acentuada na comparação anual, mas registrou estabilidade no comparativo trimestre contra trimestre anterior.

De acordo com Vaz, tal comportamento evidencia a recuperação da atividade e elimina um ponto de preocupação para o Banco Central. Pois se a queda no investimento continuasse, poderia ocorrer um descasamento entre capacidade e demanda o que tem como resultado inflação. Os investidores também receberam a primeira prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M). Contrariando a previsão de leve deflação, o índice teve variação positiva de 0,28%. A puxada, segundo Vaz, veio do componente de preços no atacado, o que confirma a retomada da atividade no segmento industrial. Ampliando a análise, o gestor aponta que os dados apresentado hoje não mudam a cabeça do Banco Central. A ideia transmitida pelo colegiado é de estabilidade da Selic em 8,75% no resto de 2009 e, pelo menos, até o primeiro semestre de 2010. Conforme se consolida essa expectativa, explica Vaz, a curva de juros futuros perde volatilidade. "O mercado deve ficar parado por algum tempo." (Eduardo Campos | Valor Online)

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