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11/09/2009 - 14h29

Meirelles comemora PIB, mas diz que "não é hora de baixar a guarda"

BRASÍLIA - Para o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, a alta do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre atesta as projeções feitas por ele no início do ano, de que o Brasil sairia logo, e "mais forte", da crise financeira mundial do que outros países.

"Dados preliminares indicam que o Brasil é um dos líderes, talvez o líder em crescimento na saída da recessão", disse Meirelles. "O Brasil já saiu da recessão", reiterou ele. "Saiu da crise antes e com um crescimento mais forte do que a maioria dos países."

Ao comentar o crescimento real de 1,9% do PIB no segundo trimestre ante janeiro a março deste ano, o presidente do BC voltou a atribuir o resultado positivo à política macroeconômica adotada nos últimos tempos pelo governo, que gerou a acumulação de reservas internacionais e inflação sob controle.
MEIRELLES: BRASIL SAI DA CRISE
MAIS FORTE QUE OUTROS PAÍSES
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Também reflete as medidas tomadas pelo governo brasileiro, de estímulo a setores produtivos com redução de impostos, por exemplo, além do que fez o BC ao atuar para prover o sistema financeiro de liquidez, comentou Meirelles.

" Mostra que as medidas foram tomadas na medida certa, na hora certa e o Brasil é tido como modelo no mundo " , continuou ele. " O Brasil preservou os bons fundamentos econômicos na crise, ao contrário de outros países que se sacrificaram " , prosseguiu.

Mas Meirelles mandou um recado claro ao próprio governo: ainda não é hora de relaxar e comemorar a saída da crise.
" Temos que continuar trabalhando. Há muita coisa ainda a fazer. Não é hora de baixar a guarda " , afirmou o presidente do BC.

Fundamental, segundo ele, é manter os fundamentos econômicos saudáveis como o regime de câmbio flutuante, continuar acumulando reservas e " manter um clima favorável para o investimento retornar rapidamente, mais à frente " , disse.

Meirelles reiterou que a autoridade monetária mantém a aposta no crescimento do PIB ao fim de 2009. Lembrou que a última projeção era de 0,8% de alta sobre o ano passado, mas esse número deve ser revisado ao fim do mês.

Ele disse também ser " normal " a queda abrupta dos investimentos por causa da crise, mas acredita " numa boa perspectiva " à frente para a retomada de projetos produtivos.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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