UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

14/09/2009 - 18h16

Bovespa tem nova máxima e já sobe 100% em menos de um ano

SÃO PAULO - O dia que começou com ares de realização de lucros acabou com nova máxima do ano para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Compras generalizadas no final do pregão garantiram alta de 0,86% para o Ibovespa, que encerrou aos 58.867 pontos. O giro financeiro, mais uma vez, foi baixo, somando R$ 3,99 bilhões, o menor desde 10 de julho.

Tal pontuação supera os 58.535 pontos do dia de 10 de setembro e é a maior desde 31 de julho do ano passado. Com isso, o índice acumula alta de 56,77% em 2009, em dólar o ganho no ano já passa de 100%. Da mínima registrada em outubro do ano passado, aos 29.435 pontos, o Ibovespa já subiu 100%.

Para o superintendente da Banif Corretora, Raffi Dokuzian, o Ibovespa caminha para os 60 mil pontos. "Não tem motivo para realização de lucros. Só vai estragar se aparecer algo muito ruim no cenário externo." Segundo o especialista, o que dá sustentação às compras é o mercado interno, que tem boas perspectivas para 2010. O Brasil é o destaque na superação da crise e cada vez mais economistas passam a prever crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009.

Outro ponto destacado por Dokuzian é falta de opções de investimento para os investidores no mundo todo. O momento é de grande liquidez e baixas taxas de juros. Então o capital vem buscar rendimento na bolsa. Vale lembrar que o investidor estrangeiro já mostra disposição para compra de ações na Bovespa. Dados da própria bolsa mostram a entrada líquida de mais de R$ 1 bilhão em capital externo nos dias 8 e 9 de setembro. Com isso, o saldo no acumulado do mês caiu para R$ 229 milhões negativos até o dia 9. Até o dia 4, os saques somavam R$ 1,29 bilhão.

No front corporativo, os carros-chefe deram sustentação ao índice. Petrobras PN ganhou 0,30%, para R$ 33,24, e Vale PNA aumentou 0,99%, a R$ 34,49. Também entre os mais negociados, Itaú Unibanco PN subiu 0,18%, a R$ 33,00. Mas, entre os bancos, destaque para o ativo ON do Banco do Brasil, que teve acréscimo de 2,28%, para R$ 28,20.

O destaque de alta ficou com as empresas de papel e celulose. Aracruz PNB avançou 5,03%, encerrando a R$ 3,96, enquanto o papel ON da controladora VCP valorizou 4,81%, para R$ 28,71. Entre as construtoras, Gafisa ON marcou alta de 3,81%, para R$ 28,30. O setor de telecom continuou atraindo novos investidores. Brasil Telecom SA PN e Telemar ON ganharam mais de 3% cada.

Fora da retomada, Cosan ON perdeu 1,74%, a R$ 19,70, Tim Participações ON destoou dos pares de setor e caiu 1,18%, a R$ 5,86, e Embraer ON diminuiu 1,11%, a R$ 10,63.

(Eduardo Campos | Valor Online)

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host