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14/09/2009 - 16h31

DIs revertem e fecham com leve alta

SÃO PAULO - Recuperando os prêmios perdidos no período da manhã, os contratos de juros futuros encerraram a segunda-feira com leve valorização na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F).

Passada a divulgação de indicadores de peso - como ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e Produto Interno Bruto (PIB) -, o mercado volta a sofrer com a falta de eventos capazes de dar novo direcionamento à curva futura.

Tanto o PIB do segundo trimestre quanto o discurso do Banco Central apontam para um quadro de crescimento econômico sem pressão inflacionária, o que deixa o caminho aberto para a manutenção da Selic em 8,75% por um bom tempo. Ao final do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em outubro de 2009, o mais negociado do dia, marcava alta de 0,01 ponto, a 8,64%. Ainda entre os curtos, janeiro de 2010 manteve a taxa de 8,65%. E julho de 2010, que divide as apostas quanto à possibilidade de alta na Selic no primeiro ou no segundo semestre do ano que vem, ganhou 0,02 ponto, a 8,87%.

Entre os vencimentos longos, janeiro de 2011 ganhou de 0,02 ponto, a 9,66%. O vencimento para janeiro de 2012 fechou estável 10,96%. E janeiro de 2013 projetava 11,70%, valorização de 0,01 ponto.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 316.985 contratos, equivalentes a R$ 28,99 bilhões (US$ 15,95 bilhões), volume 42% menor do que o registrado na sexta-feira. O vencimento para outubro de 2009 foi o mais negociado, com 100.565 contratos, equivalentes a R$ 10,01 bilhões (US$ 5,50 bilhões). Na agenda do dia, apenas o boletim Focus, do Banco Central, que mostrou leve deterioração nas estimativas de inflação. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) projetado para 12 meses avançou de 4,07% para 4,12%. No final de 2009, a mediana das expectativas permaneceu em 4,30%. Já em 2010, o prognóstico, que era de 4,30%, atingiu 4,35%. Apesar do forte desempenho da economia brasileira no segundo trimestre, o prognóstico para o desempenho do PIB melhorou apenas marginalmente. A contração esperada cedeu de 0,16% para 0,15%. A avaliação é de que o dado esteja defasado.

E, sem surpresa, a previsão para a taxa Selic seguiu em 8,75% no encerramento de 2009 e em 9,25% para o final de 2010.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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