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14/09/2009 - 16h45

DIs devolvem ganhos e fecham com baixa na BM&F

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros ensaiaram novo pregão de alta na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), mas fecham a jornada apontando para baixo. Na avaliação do gestor da Global Equity, Octávio Vaz, o que faz preço na curva futura é o fluxo de recursos externos que vêm buscar rendimento nos títulos no país. O que relega ao segundo plano os dados de atividade e as coletas de inflação que dariam suporte a uma curva mais premiada. "Dentro de um cenário incerto, com inflação ganhando fôlego e novo governo, a curva deveria ganhar prêmio. Mas o diferencial de taxa faz os investidores aportarem recursos. O que deprime os juros futuros e, também, o preço do dólar", explica o gestor.

Dado esse ambiente, o comportamento da cena externa ganha peso, pois as mudanças de percepção por lá influência a formação de preços por aqui. Nesse contexto, Vaz lembra que voltaram a circular notícias dando conta de que o Federal Reserve (Fed), poderia ampliar a compra de títulos da dívida domo forma de estimular o crescimento. Com isso, mais dólares são impressos, o que tira valor da moeda e favorece a demanda por ativos de maior rentabilidade como os brasileiros.

Antes do ajuste final de posições, na BM&F, contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2012, o mais líquido do dia, apontava alta de 0,01 ponto, a 11,32%. Janeiro de 2013 mostrava baixa de 0,04 ponto, a 11,63%. E janeiro 2014 recuava 0,03 ponto também a 11,63%.

Entre os curtos, outubro de 2010 marcava estabilidade a 10,63%. Novembro de 2010 não teve negócios. E janeiro de 2011 projetava 10,66%, sem alteração.

Até as 16h10, foram negociados 583.840 contratos, equivalentes a R$ 48,75 bilhões (US$ 28,38 bilhões), alta de 36% sobre o registrado ontem. O vencimento janeiro de 2012 foi o mais negociado, com 219.840 contratos, equivalentes a R$ 19,12 bilhões (US$ 11,13 bilhões).

O mercado também acompanhou, hoje, a reabertura do bônus em dólar Global 2041. Nos mercados americano e europeu o volume colocado foi de US$ 500 milhões e o cupom foi de 5,625%. A emissão pode ser estendida na Ásia, com valor US$ 50 milhões.

Na gestão da dívida pública doméstica, o Tesouro vendeu 2 milhões de Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B), a R$ 3,91 bilhões. O resgate antecipado de NTN-Bs não teve propostas aceitas.

(Eduardo Campos | Valor)
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