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15/09/2009 - 09h49

Bovespa deve iniciar pregão em baixa, na cola do mercado externo

SÃO PAULO - Embora a dinâmica do último pregão tenha sido mais voltada ao desempenho das "blue chips" do que às notícias internacionais, o mercado acionário brasileiro deve abrir os negócios desta quarta-feira na cola do cenário externo. A sinalização parte do Ibovespa futuro que, há instantes, cedia 0,62%, para 67.795 pontos. Em Wall Street, as bolsas também devem abrir em terreno negativo. Na Europa, o mercado já opera no vermelho.

Ontem, pressionado principalmente pelos papéis da Petrobras, que despencaram mais de 5%, o Ibovespa recuou 0,50%, aos 67.691 pontos. O giro financeiro registrou montante expressivo de R$ 8,2 bilhões.

Nesta jornada, os investidores estão atentos a novos números da economia americana, com destaque para a produção industrial de agosto.

Hoje cedo, o Departamento do Trabalho do país já apontou que os preços dos importados nos Estados Unidos aumentaram 0,6% em agosto, acima do esperado. Um mês antes, o indicador subiu 0,1%. Os preços da exportação, por sua vez, tiveram alta de 0,8% no mês passado, uma mudança de direção em relação a julho, quando recuaram 0,2%.

Além disso, na Ásia, os agentes analisam a atuação do governo japonês no câmbio. O Ministério das Finanças do país fez a primeira intervenção neste mercado pela primeira vez em mais de seis anos para tentar conter a rápida apreciação do iene. A avaliação foi de que a taxa de 82,87 ienes por dólar teria efeitos negativos sobre os exportadores japoneses e sobre outros setores industriais do país.

A maior parte das bolsas asiáticas reagiu à decisão com a valorização nos negócios, com destaque para o índice Nikkei 225, da bolsa de Tóquio, que fechou em alta de 2,34%. Já no front europeu, a agência de estatísticas Eurostat revelou que o número de pessoas empregadas na zona do euro e na União Europeia ficou estável no segundo trimestre, em relação aos três meses antecedentes. Na comparação anual, o emprego recuou 0,6% tanto na zona do euro como na União Europeia entre abril e junho deste calendário.

A instituição ainda informou que a inflação anual na zona do euro se desacelerou em agosto, ao passar de 1,7%, em julho, para 1,6%, no mês passado.

(Beatriz Cutait | Valor)
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