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17/09/2009 - 13h25

BB quer lançar ADRs em Nova York ainda este ano

BRASÍLIA - O Banco do Brasil (BB) quer lançar recibos lastreado em ações (ADRs) na Bolsa de Nova York ainda em 2009.

A meta é ampliar o percentual de ações em poder do mercado (free float) até junho de 2011, mas, agora, o BB só vai lançar ADR nível 1.

O gerente-geral de Relações com Investidores do BB, Marco Geovanne, explicou que o primeiro passo será lançar ADR nível 1, com operações de balcão e com lastro em ações ainda não listadas na Bolsa de Nova York (o que ocorre só no ADR nível 3). O ADR nível 1 é uma aplicação lastreada nas ações do BB que já existem pulverizadas no mercado brasileiro, negociadas na BM & FBovespa. O banco público tem 21,7% de seu capital em mãos de acionistas minoritários. Segundo Geovanne, para fazer tal lançamento na bolsa americana falta apenas a contratação de um banco intermediário. "Isso não muda o free float do banco, pois não exige emissões novas. O investidor terá que buscar entre as ações que são negociadas no mercado brasileiro", disse o executivo, informando que a negociação diária de ações do BB está em torno de R$ 80 milhões.

Ele destacou que decreto presidencial publicado hoje amplia de 12,5% para 20% o limite de participação externa no capital do banco público. Hoje, essa participação está em 11,1%. O decreto é necessário porque todas as ações do BB são ordinárias, com direto a voto, e por exigência constitucional cabe ao Presidente da República aprovar os níveis de capital externo em bancos brasileiros. "Estávamos muito perto do limite, e ao banco interessa buscar poupança externa para financiar o setor produtivo internamente", disse Geovanne.

As duas medidas - a autorização para lançar ADR e o aumento da cota externa no controle do banco - abrem caminho para o BB fazer uma nova oferta de ações, a fim de cumprir a meta imposta pela BM & FBovespa para o Novo Mercado.

Listado no Novo Mercado desde 2006, o BB tem até junho de 2011 para ampliar o volume de capital pulverizado, dos atuais 21,7% para pelo menos 25%. O restante do controle continuará pertencendo ao Tesouro, BNDESPar e o fundo de pensão dos funcionários, a Previ.

Geovanne informou que, para lançar ADR com base na emissão de novas ações, listadas na Bolsa de Nova York, o BB ainda tem um certo caminho a percorrer, de forma a se adaptar à legislação americana sobre transparência nas demonstrações financeiras.

No momento, segundo ele, "a estratégia é aumentar o universo de potenciais investidores externos e melhorar a atratividade das ações do banco".

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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