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17/09/2009 - 19h04

Brasil terá US$ 20 bi a menos de investimento estrangeiro em 2009

SÃO PAULO - O fluxo de Investimento Direto Estrangeiro (IDE) para o Brasil deve cair 44,5% neste ano, em comparação com 2008, somando R$ 25 bilhões, ante os US$ 45,1 bilhões conquistados em 2008. Mesmo com esse freio, o Brasil deve galgar mais posições no ranking de países que mais receberão capital externo em 2009, pois muitos deles, sobretudo os desenvolvidos, terão retração ainda maior nesse tipo de fluxo por conta da crise internacional.

A previsão foi feita hoje pela Sociedade Brasileira e Estudos Transnacionais e de Globalização Econômica (Sobeet), após a divulgação do desempenho do IDE no mundo em 2008 calculado pela Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad, na sigla em inglês).

Segundo Luiz Afonso Lima, presidente da Sobeet, depois de ter avançado quatro posições no ranking global de IDE de 2008, para o 10º lugar, é possível que o Brasil avance mais dois ou três degraus neste ano. Isso deverá acontecer porque países como Austrália, Bélgica, Espanha e Rússia, que estavam à frente do país em 2008, devem perder posições.

Segundo ele, o efeito da turbulência teve papel importante no levantamento de 2008 para os emergentes, que mantiveram a atratividade de investimentos até setembro. Já os desenvolvidos já vinham desacelerando antes disso. A queda prevista para este ano também deverá ser transitória.

A principal atração no caso do Brasil em 2008 foi o forte ritmo de crescimento da economia. Esse atributo, aliado ao da mão-de-obra barata e do tamanho relevante do mercado local, deve continuar sendo motivação importante para que o país siga conquistando investimentos externos nos próximos anos.

Pesquisa feita pela Unctad com 240 empresas multinacionais mostra que o Brasil será o 4º principal destino de recursos internacionais para investimento direto até 2011. Isso se dará mesmo com a avaliação dessas empresas de que há deficiências na infraestrutura e na eficiência do governo, além de baixa oferta de mão-de-obra qualificada.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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