UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

17/09/2009 - 18h41

Gestão da Light não muda, diz presidente da empresa

RIO - O presidente da Light, José Luiz Alquéres, afirmou que nada deverá mudar na gestão da companhia em decorrência das negociações existentes entre os acionistas do bloco de controle da empresa.

O executivo rechaçou as informações de que deixaria o comando da empresa no final do ano e afirmou que continuará no comando da companhia, que fornece energia para a capital e municípios da região metropolitana do Rio de Janeiro. "Eu não vou me afastar da gestão da empresa. Recentemente discuti o assunto com os controladores, , tanto os que falam em permanecer, quanto os que especulam sobre a saída, e recebi de todos mais que um apelo para continuar. Estou muito à vontade", afirmou Alquéres, que participou do Fórum Especial 2009, organizado pelo Instituto Nacional de Altos Estudos (INAE). Ontem, a Equatorial energia admitiu, em fato relevante, conversas sobre a negociação de sua fatia na Rio Minas Energia, que tem 52% das ações da Light. Além da Equatorial, fazem parte Rio Minas a Cemig, que estaria interessada em aumentar sua participação no consórcio, a Andrade Gutierrez e a JLA Participações. Cada um dos grupos tem 25% do capital do consórcio controlador da Light. Alquéres afirmou que a possível reorganização societária seria benéfica para a Light. "No setor elétrico brasileiro, não há a menor dúvida, estamos em um movimento de fortalecimento dos players. E essa mudança parece apontar no sentido de os maiores abocanharem os menores e isso só pode ser positivo", frisou, lembrando que esse movimento fortaleceria a Light, "como recentemente fortaleceu CPFL a aquisição, pela Camargo Corrêa, das ações que eram do grupo Votorantim". Alquéres ressaltou que Light e Cemig já têm algumas participações conjuntas, como nas hidrelétricas de Paracambi e Itaocara. Segundo ele, a empresa mineira estuda participar do leilão da Usina de Belo Monte, ao contrário da Light que está focada em usinas de porte menor e mais próximas do Rio de Janeiro. "Estudamos participação no leilão de eólicas. Temos a vocação de sermos uma empresa padrão em um mundo de economia de baixo carbono", destacou. (Rafael Rosas | Valor)

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host