UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

17/09/2009 - 12h01

Mercedes dobra venda do smart

SÃO PAULO - O menor carro comercializado no Brasil não passou despercebido. Quando lançou o smart no Brasil, em abril, a Mercedes-Benz planejava vender 500 unidades do seu ultra compacto em 2009. Afinal, o lançamento foi uma espécie de teste em um mercado em que a maior parte dos consumidores nunca havia dirigido um veículo tão pequeno. Mas o objetivo anual esgotou-se em quatro meses. Por isso, foi estabelecida uma nova meta, de mil unidades para 2009.

Não é apenas isso que mudou na estratégia de estreia do smart no Brasil. O modelo começou a ser vendido em apenas uma concessionária. Mas a cada dia que passa mais clientes se deslocam de outras cidades e Estados até a única revenda da marca localizada na elegante Avenida Europa, região nobre de um bairro paulistano onde se enfileiram algumas das marcas de automóveis mais luxuosas do mundo. Diante disso, a empresa decidiu antecipar os planos de ampliação da rede de concessionárias. Uma outra loja já foi aberta em São Paulo e nos próximos dias serão inauguradas revendas em Curitiba, Rio de Janeiro e Porto Alegre. A direção da Mercedes tem sido procurada por empresários interessados em representar a marca smart em outras regiões. " Mas queremos ir devagar " , destaca o vice-presidente de vendas da Mercedes-Benz, Phillip Schiemer. Apesar de cautelosa, a estratégia de expansão da nova marca já começa a ultrapassar a fronteira. A filial brasileira da Mercedes também se prepara para começar a vender o veículo em outros países da América do Sul. A venda na Argentina já está praticamente fechada, segundo Schiemer. Os próximos mercados devem ser os do Chile e Colômbia. A Mercedes não tem ainda claro o perfil do consumidor que se encanta com um veículo que tem tem 2,69 metros de comprimento e 1,56 m de largura a preços entre R$ 57,9 mil a R$ 64,9 mil. Com bem menos da metade dessas quantias é possível comprar sedãs nacionais mais simples, como o Prisma, da GM, ou Siena, da Fiat, tipo de automóvel que, vale lembrar, mede 4,11 metros. Schiemer explica que o smart tem sido entregue a um público cuja faixa etária varia dos 18 aos 80 anos. Para o executivo, este é o tipo de carro para quem não tem meio termo. " É um veículo do qual se gosta ou não gosta; se está convencido ou não está " , diz.

Fabricado na França, o smart vendido no Brasil é o modelo chamado de fortwo (para dois ocupantes) e está disponível nas versões cupé e conversível. O tempo entre o pedido e a entrega leva em torno de 30 dias. Outra surpresa para a direção da Mercedes foi perceber que a versão conversível tem sido responsável por 60% das vendas. Afinal, trata-se do conversível mais barato do país. Diante da boa aceitação do modelo, a Mercedes decidiu lançar uma nova estratégia de marketing para vender a marca smart. O sonho da empresa é que o nome do modelo acabe virando sinônimo de carro urbano. Algo parecido com o o que a Apple conseguiu com o seu iPod.

Nessa linha de planejamento, este mês o smart foi colocado em um galpão na rua Oscar Freire, região de lojas de roupas chiques de São Paulo. A empresa aproveitou a ocasião para exibir a próxima versão do modelo, um esportivo que leva o nome Brabus. A marca Mercedes não apareceu ao lado do smart. A boa aceitação do smart, também na Europa, onde já foi apresentada uma versão com motor elétrico, contrasta com o que o grupo Daimler - dono das marcas smart e Mercedes - viveu cinco anos atrás, quando, por falta de rentabilidade, o grupo chegou a anunciar o encerramento das operações smart. Agora, porém, o carro virou moda até no Brasil. Mas a Mercedes não está sozinha. No fim do mês, a Fiat começará a vender no Brasil o seu Cinquecento. O compacto de luxo que vem da Itália e que mede 3,55 metros, deverá ser vendido na mesma faixa de preços do smart. (Marli Olmos | Valor Econômico )

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host