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18/09/2009 - 18h48

Endividamento e inadimplência dos paulistanos volta a cair em setembro

SÃO PAULO - A fatia de paulistanos endividados diminui de 49% em agosto para 45% neste mês, conforme mostra levantamento da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio), divulgado hoje. O estudo revela ainda que, na comparação com setembro do ano passado, quando o grupo de endividados era de 53%, a queda é de oito pontos percentuais.

No universo de endividados também houve redução dos inadimplentes, que passaram de 19% para 18% neste mês. Neste último grupo, os que afirmam não ter condições de pagar as dívidas em atraso somam 7% em setembro, 1 ponto percentual abaixo do registrado em agosto. Mesmo assim, o grupo de endividados inadimplentes há mais de 90 dias aumentou de 45% em agosto para 49% em setembro.

A disposição para novos endividamentos, por sua vez, ganhou mais força. Em agosto 92% os entrevistados afirmavam que não pretendiam entrar em novos financiamentos nos próximos meses. Em setembro, esse grupo diminuiu para 89%. Na ponta oposta, passou de 7% para 10% o número de pessoas dispostas a entrar em novas dívidas.

O principal meio de compras a prazo apontado pelos consumidores na pesquisa deste mês é o cartão de crédito, que responde por 65% das dívidas; carnês aparecem em seguida, com 38%. Crédito pessoal tem 11% do total e o cheque especial responde por outros 9% das operações de crédito.

Para a Fecomercio, o aumento dos prazos de pagamento das faturas de cartão de crédito pode levar a um aumento da inadimplência nos próximos meses. Nos sete primeiros meses deste ano, a liquidação de faturas tem se dado em prazo médio de 53 dias, tempo 71% maior do que os 31 dias verificados no mesmo período do ano passado.

Dívidas de cartão de crédito têm uma das taxas mais altas para pagamentos com atraso, o que pode resultar, segundo a Fecomercio em diminuição da renda disponível e aumento da inadimplência nos próximos meses.

A pesquisa mostra ainda que 49% dos entrevistados neste mês estão com a renda comprometida para pagamento de dívidas por mais de um ano. Outros 49% dos consumidores estão atrelados a esse tipo de compromisso por até seis meses. A maioria dos endividados, 53%, destina até 30% da renda para pagar dívidas.

(Valor)

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