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21/09/2009 - 17h02

Análise: Dólar sobe pelo segundo dia e vale R$ 1,818

SÃO PAULO - Com bolsas instáveis e commodities perdendo valor, a formação de posições compradas deu o rumo dos negócios no mercado de câmbio brasileiro. Em alta desde o começo da sessão, o dólar comercial encerrou o dia valendo R$ 1,816 na compra e R$ 1,818 na venda, alta de 0,49%.

Na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a divisa subiu 0,56%, para fechar a R$ 1,816. O volume na bolsa ficou em US$ 105,5 milhões, quase três vezes maior que o registrado no pregão anterior. Já no interbancário os negócios somaram apenas US$ 880 milhões, cerca de um terço do que foi registrado na sexta-feira.

Segundo o diretor-executivo da NGO Corretora de Câmbio, Sidnei Moura Nehme, existe um ponto de resistência na linha de R$ 1,82 e, apesar de algumas tentativas, que levaram a taxa abaixo de R$ 1,80, não há sustentação nessa linha de preço. "Fica claro que esse é o limite." Nehme também avalia que o mercado futuro deixou de apresentar grande influência na formação da taxa, já que os investidores estrangeiros estão praticamente zerados, ou seja, nem comprados nem vendidos.

Quem impede uma apreciação um pouco mais forte no preço da divisa são os bancos, que ainda carregam algumas posições vendidas no câmbio à vista e devem defender essas apostas dada a expectativa de ingressos via captações externas e ofertas de ações.

Ainda de acordo com Nehme, o Banco Central deveria mudar a forma de atuação no mercado à vista. Normalmente, a autoridade monetária compra dólares além do fluxo excedente, ou seja, ela cria a possibilidade de as instituições ampliarem/montarem posições vendidas à vista, o que acaba somando pressão de baixa no câmbio.

Passando para o lado real da economia, o diretor da NGO aponta que o dólar na casa de R$ 1,80 estimula as importações, mas não apenas as de boa qualidade, que são aquelas voltadas ao investimento produtivo. Há, também, estimulo a importação de produtos não essenciais que competem com a indústria local.

(Eduardo Campos | Valor)

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