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21/09/2009 - 19h06

Brasil, Peru, Chile e Colômbia puxarão crescimento da AL, diz Moody's

SÃO PAULO - A agência de classificação de risco Moody ? s publicou relatório hoje em que faz boas avaliações sobre a recuperação econômica da América Latina. De acordo com a agência, embora a região ainda tenha que implementar medidas para fortalecer a economia, a avaliação é de que a AL está emergindo da recessão e que na próxima década entrará em um novo ciclo de expansão, liderado por Brasil, Peru, Chile e Colômbia.

A agência crê que, no curto prazo, o crescimento se dará no limite da capacidade, mas que no médio e longo prazos a região estará imersa em um novo ciclo de reformas e mudanças necessárias que poderão dar condições para um crescimento econômico mais robusto e sustentável. Ao emergir da turbulência, a região poderá ter um potencial de crescimento de 4% até 2011. No médio prazo, a expectativa é de que esse potencial suba para 5%. O México e a América Central devem levar mais tempo para recuperar as taxas de atividade, dada a relação comercial mais forte com os Estados Unidos. No mais, Argentina, Venezuela, Bolívia e Equador devem avançar economicamente na medida em que eliminem as travas para uma economia mais flexível e aberta.

Embora a região tenha feito alguns progressos em termos de reformas, a Moody's acredita que serão necessárias outras medidas que resultem em instituições mais fortes e reguladas, mas, ao mesmo tempo, com uma economia reestruturada e flexível, voltada especialmente para crescer pela demanda interna.

Para a agência, o foco no mercado local não deve ser entendido por políticas protecionistas, mas sim como investimento e demanda para elevar a participação do consumo interno na formação do PIB. Isso tornará a região menos dependente do resultado das exportações. Ainda que as commodities devam continuar sendo item fundamental para a formação das contas comerciais, os produtos manufaturados devem ganhar mais espaço na balança até para reduzir a vulnerabilidade dos países com mais exposição em produtos primários.

Na avaliação da Moody's, a "disciplina macroeconômica" da região foi fundamental para que os países se mostrassem mais preparados para esta crise. Resta, no entanto, dar passos adicionais preventivos em relação ao setor fiscal e financeiro, além de alterações no setor de energia e de trabalho.

A análise, assinada por Alfredo Coutinho, diretor da agência na América Latina, diz ainda que será necessário um reforço na política fiscal do México e na América Central, por exemplo. No campo da energia, a necessidade de avanços visa incluir o setor privado para complementar a necessidade de aumento da capacidade de produção.

No setor financeiro, a Moody's crê que é necessário estimular a competição para que os serviços bancários sejam mais baratos e acessíveis a todos. No mercado de trabalho, o ideal é buscar maior flexibilidade na legislação que permita mais mobilidade para contratações. (Valor)

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