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21/09/2009 - 17h57

Com ajuda da Vale, Bovespa tem nova máxima para o ano

SÃO PAULO - A semana começou com a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) conquistando nova máxima para o ano. Indicando que existe uma fila de investidores esperando a vez para montar posições, o Ibovespa reverteu perda superior a 1% para fechar o dia com alta de 0,37%, marcando 60.928 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 8,61 bilhões, sendo R$ 3,31 bilhões referentes ao exercício de opções sobre ações. Na máxima, o índice testou os 61.065 pontos.

Tal pontuação supera os 60.703 pontos da sexta-feira e é a maior desde 16 de julho do ano passado, quando o índice fechou aos 62.056 pontos. Com isso, o ganho no ano vai a 62,26%. Segundo o gerente de operações da UM Investimentos, Rodrigo Silveira, a tendência de alta do mercado brasileiro segue firme e essa força compradora perdura até que apareça alguma notícia que convença os investidores a colocar no bolso parte dos ganhos recentes.

"Não tem motivo para o investidor sair da posição comprada. Tem mesmo que surfar essa onda de liquidez e tirar proveito do mercado", avalia. Ainda de acordo com Silveira, não há como se opor ao fluxo de recursos externos que continua bastante acentuado. No acumulado do mês até o dia 16, o saldo do não residente estava positivo em R$ 1,69 bilhão, elevando o total acumulado no ano para cima dos R$ 15,6 bilhões. No campo corporativo, o gerente chama atenção para os papéis da Vale, que concentraram grande parte das compras, contribuindo para a variação positiva do dia. O papel PNA garantiu alta de 1,83%, fechando aos R$ 36,10, maior preço desde o final de agosto do ano passado. O ativo ON avançou 1,72%, a R$ 40,68. Além de concentrar o exercício de opções, parte da movimentação com o papel foi atribuída às notícias mostrando que o empresário Eike Batista não desistiu de entrar para o grupo de controle da mineradora. Reportagem do jornal Valor mostra que Batista busca acordo com a Previ, fundo de pensão que detém 25% do bloco de controle da companhia.

Outro papel que chamou atenção foi o ON da BRF Brasil Foods, antiga Perdigão. Depois de cair a R$ 45,50 na mínima, o ativo encerrou o dia com valorização de 4,05%, a R$ 48,75, e o terceiro maior volume do dia. As compras aconteceram mesmo depois de o Citigroup tirar a recomendação de "compra" dos ativos. Sadia PN ganhou 3,38%, a R$ 6,42. Está programada para amanhã a unificação dos dois papéis.

Evitando um melhor desempenho do Ibovespa, Petrobras PN perdeu 0,14%, a R$ 34,60, Itaú Unibanco PN cedeu 0,73%, a R$ 33,90, e CSN ON devolveu os ganhos do período da tarde, terminando com baixa de 0,20%, a R$ 54,86.

Ainda na ponta vendedora, Eletrobrás ON teve acréscimo de 2,96%, a R$ 27,85. Cesp PNB cedeu 1,95%, a R$ 22,55, e JBS ON recuou 1,69%, a R$ 8,70.

Fora do índice, destaque para o setor de construção. InPar ON saltou 14,58%, a R$ 4,32, e JHSF ON subiu 5,03%, a R$ 3,96. Na contramão, Trisul ON perdeu 5,78%, a R$ 4,56.

(Eduardo Campos | Valor)

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