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22/09/2009 - 17h33

Análise: Dólar cai 1,10% e fecha a R$ 1,798, menor preço em um ano

SÃO PAULO - Depois de três dias de valorização, os vendedores voltaram a mostrar força levando o dólar comercial a fechar abaixo de R$ 1,80 pela primeira vez desde o final de setembro do ano passado.

Operando em baixas desde o início da jornada, o dólar comercial encerrou negociado a R$ 1,796 na compra e R$ 1,798 na venda, queda de 1,10%. O preço é o menor desde 22 de setembro de 2008, quando o dólar encerrou a R$ 1,792.

Na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), a divisa caiu 0,99%, para fechar, também, a R$ 1,798. O volume ficou em US$ 279,5 milhões, quase três vezes maior que o registrado no pregão anterior. No interbancário os negócios somaram US$ 2,8 bilhões, US$ 2 bilhões a mais do que o movimentado ontem.

Em função do horário do fechamento do mercado, o preço da moeda americana não refletiu o recebimento de mais um grau de investimento pela economia brasileira. A elevação de nota foi dada pela Moody's. Em 2008, o selo já tinha sido dado ao país pela Standard & Poor's e Fitch Ratings. A julgar pelo comportamento do dólar futuro e Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), muito da notícia já tinha sido antecipada. O dólar para outubro bateu na mínima do dia a R$ 1,792,5, mas logo depois voltou à linha R$ 1,797. Já o Ibovespa testou os 62 mil pontos no momento da divulgação, mas já voltou para a casa dos 61.500 pontos. Segundo o gerente de operações da Terra Futuros, Arnaldo Puccinelli, pela reação um pouco tímida do mercado o impacto da notícia vai ter que ser analisada nos decorrer dos próximos dias.

Puccinelli lembra que antigamente a nota da Moody's era esperada por grandes fundos de investimento como liberação para compras de ativos ou entrada em países. "Se esses investimentos vierem mesmo, o mercado tende a melhorar." Voltando o foco par ao preço do dólar, o gerente aponta que há espaço para a moeda americana cair mais um pouco ante o real, mas há um grande suporte na linha de R$ 1,792.

Ainda de acordo com Puccinelli, a queda de preço desde terça-feira refletiu, em parte, o fluxo positivo de recursos pela manhã e atuação dos bancos defendendo posições vendidas.

No mercado externo, o dólar também perdeu valor ante o euro e a libra, conforme os agentes aumentavam as posições em ativos de risco como commodities e ações. (Eduardo Campos | Valor)

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