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22/09/2009 - 18h33

Bovespa bate os 61 mil pontos; grau de investimento já estava no preço

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrou nova máxima de fechamento para o ano, conquistando os 61 mil pontos, mas o ganho do dia não tem relação com o grau de investimento que a Moody's deu ao país Com destaque para os ativos relacionados às matérias-primas, o Ibovespa subiu 0,93%, fechando aos 61.493 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 5,84 bilhões. A pontuação de hoje supera os 60.928 pontos de segunda-feira e é a maior desde 16 de julho de 2008, quando o índice fechou aos 62.056 pontos. Com isso, o ganho no ano vai a 63,76%. Segundo o economista da área de renda variável da Máxima Asset Management, Felipe Casotti, o grau de investimento já estava no preço, tanto que o índice apresentou um rápido movimento de alta seguindo a divulgação da notícia, mas logo depois perdeu fôlego. Na máxima, o Ibovespa testou os 62.027 pontos. Fora isso, diz Casotti, a Moody's estava atrasada com relação às outras empresas de rating. Vale lembrar que Fitch e Standard & Poor's deram a nota do ano passado, antes do agravamento da crise mundial que, entre outras coisas, também afetou a credibilidade das agências de classificação.

Voltando o foco para a Bovespa, o especialista acredita que a expectativa de curto prazo continua sendo de realização de lucros. A questão é que ainda existem muitos tomadores no mercado e qualquer queda de preço já chama dinheiro novo para a bolsa. Amanhã, destaque para a reunião do Federal Reserve (Fed), banco central americano. Casotti acredita que o colegiado deve manter o discurso de atividade gradualmente melhor e a inexistência de preocupação com a inflação. Atenção para alguma menção a estratégias de saída da atual política monetária voltada à contenção da crise. No front corporativo, o destaque, pelo segundo dia, ficou com os ativos da Vale. O papel PN subiu 2,54%, a R$ 37,02, maior preço em 14 meses, enquanto o ON garantiu alta de 2,67%, para R$ 41,77. Acompanhando o preço do petróleo, que voltou para cima da linha dos US$ 71 o barril de WTI, a ação PN da Petrobras ganhou 0,66%, a R$ 34,83. Ainda no setor de commodities, MMX Mineração ON teve acréscimo de 6,53%, a R$ 10,60. Entre as siderúrgicas, Gerdau PN subiu 0,81%, a R$ 24,70, e Usiminas PNA ganhou 1,18%, a R$ 47,62. Destoando, CSN ON perdeu 0,20%, para R$ 54,75.

Com a maior alta dentro do índice, Rossi ON saltou 8,27%, para R$ 15,17. O papel ganhou recomendação do Barclays, que vê potencial de alta de 50%. O outro "top pick" do banco no setor é a Gafisa, que viu sua ação ON avançar apenas 0,07%, para R$ 28,39.

Na ponta de venda, Ultrapar PN liderou as baixas de ponta a ponta. O papel fechou o dia valendo 2,22% menos, a R$ 72,50. Perdas, também, para Pão de Açúcar PNA, que recuou 1,84%, a R$ 48,98. TIM Participações PN, Lojas Renner ON, Duratex PN, CCR ON e TAM PN perderam mais de 1% cada. (Eduardo Campos | Valor)

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