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24/09/2009 - 15h37

Amazon PC entra em recuperação judicial

SÃO PAULO - A fabricante de computadores Amazon PC teve aprovado o seu pedido de recuperação judicial. A decisão foi tomada pela 1ª Vara de Falências de São Paulo. A Deloitte Touche Tohmatsu é a administradora do plano de recuperação da empresa. A Amazon PC foi procurada pela reportagem para comentar o assunto, mas não retornou ao pedido de entrevista até o fechamento dessa edição. A Deloitte também não quis se manifestar. Com o seu pedido de recuperação aprovado, a Amazon PC terá o prazo de até 180 dias para apresentar um plano para a quitação de suas dívidas, conforme informou o Valor, em julho. Fundada em 1997, a Amazon PC é liderada pelo executivo Carlos Diniz. A companhia iniciou suas operações como uma pequena fábrica de componentes de informática, instalada na Zona Franca de Manaus, mas logo foi expandida para a fabricação de computadores. Atualmente, a Amazon PC é controlada pelo Grupo MCD/Amazon PC, que reúne a fábrica de micros, a MCD Distribuidora, especializada em componentes para o atacado; e a MCD Indústria, destinada à produção de placas-mãe.

Impulsionada pelo crescimento do mercado de computadores no país, em 2006 a Amazon PC chegou a atingir faturamento de R$ 200 milhões, apoiada por 300 profissionais. A capacidade de produção era de 78 mil máquinas e de até 300 mil placas-mãe por mês.

No segundo semestre de 2008, a valorização do dólar frente ao real encareceu a importação de componentes e, somada à queda nas vendas de PCs, fez com que a companhia viesse a dispensar 200 profissionais que havia colocado em treinamento para atender as vendas de fim de ano. A meta da companhia, ainda assim, era fechar 2008 com a venda de mais 180 mil equipamentos.

Atualmente, segundo a consultoria IDC, há mais de 40 fabricantes de PCs em atividade no país. Boa parte dessa produção é terceirizada, concentrada em companhias especializadas em fabricar eletroeletrônicos. Por ser um mercado fortemente pulverizado - a Positivo Informática, líder do setor no país, detém uma fatia de aproximadamente 12% de mercado -, os especialistas acreditam na tendência de que a indústria passará por um processo de concentração.

Apesar dos estragos causados pela crise econômica durante o último trimestre de 2008 e o primeiro trimestre deste ano, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) acredita que o mercado brasileiro de PCs irá atingir o volume de 12 milhões de máquinas compradas neste ano, a mesma quantidade de 2008. Para o ano que vem, paira a expectativa de que o governo renove os benefícios fiscais gerados pela Lei do Bem, que impulsiona o setor desde 2005 ao isentar os fabricantes de PCs do pagamento de alguns impostos.

(André Borges | Valor)

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