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24/09/2009 - 12h18

Banco privado reduz tarifa e estatal eleva

BRASÍLIA - O preço médio do pacote padronizado de serviços para pessoas físicas evoluiu de forma inversa em bancos públicos e privados desde que entrou em vigor uma nova regulamentação do Conselho Monetário Nacional e do Banco Central sobre tarifas bancárias, em maio de 2008. Comparado ao daquela época, o valor médio cobrado pelo pacote caiu 23,6% nas instituições privadas até julho deste ano. Já nos bancos públicos, a média subiu 9,2% no mesmo período.

Ainda assim, o pacote continuou mais barato nos bancos estatais. Enquanto eles cobram R$ 14,73, nos privados, o preço médio chega a R$ 17,58. A constatação é de um estudo da Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda. O coordenador geral de comunicação da Seae, Marcelo Ramos, entende que, diante da regulamentação criada em 2008, era de se esperar uma aproximação de preços, já que eles tornaram-se comparáveis aos olhos do consumidor de serviços bancários. Nesse contexto, o fato de bancos públicos e privados terem feito movimentos inversos não seria negativo e sim um mero reflexo da efetiva introdução de concorrência no mercado e, portanto, uma evidência de que a norma alcançou o seu principal. A norma criou melhores condições de concorrência, diz, ele, ao padronizar os fatos geradores de cobrança de tarifa. O aumento da média teria sido provocado por outras instituições estatais e não dos dois grandes bancos, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. Os valores - de R$ 18 na Caixa e de R$ 17 no BB - não foram alterados desde maio de 2008, asseguraram as duas instituições federais. Em ambos os casos, no entanto, os preços estão acima da média praticada pelo sistema financeiro público (Mônica Izaguirre | Valor)

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