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24/09/2009 - 14h32

DIs marcam novo dia de baixa na BM&F

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros tiveram mais um pregão de indefinição e encerram a semana com leve viés de baixa na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F).

Antes do ajuste final de posições, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2012 apontava estabilidade a 11,53%. Janeiro de 2013, o mais líquido do dia, mostrava desvalorização de 0,03 ponto, a 11,80%. E janeiro 2014 perdia 0,07 ponto, a 11,81%. Entre os curtos, outubro de 2010 marcava estabilidade a 10,62%. Novembro de 2010 também marcava estabilidade a 10,62%. E janeiro de 2011 projetava 10,66%, baixa de 0,01 ponto. Até as 16h10, foram negociados 579.575 contratos, equivalentes a R$ 47,18 bilhões (US$ 27,44 bilhões), em linha com o registrado na quinta-feira. O vencimento janeiro de 2013 foi o mais negociado, com 164.625 contratos, equivalentes a R$ 12,78 bilhões (US$ 7,43 bilhões).

De acordo com um gestor de renda fixa que preferiu não se identificar, o mercado parou de fazer grandes apostas e apresentar relevantes movimentações depois que a inflação voltou a oscilar acima de zero. Temendo que esse repique de preços, que já era esperado, seja mais duradouro do que o previsto, os agentes passaram embutir nas taxas futuras uma probabilidade maior de alta de juros já no começo de 2011.

Para o especialista, variações de 0,30% a 0,40% no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em setembro e outubro estão na conta do mercado. Mas se as leituras ficarem acima disso em novembro e dezembro se acende uma luz amarela.

Pelas contas do especialista, IPCA rodando até 0,40% nos próximos meses resulta em inflação ao redor 4,8%, o que não é nenhum desastre considerando o centro da meta de 4,5%. Mas se os índices permanecerem consistentemente acima de 0,50%, o IPCA vai a 5,2%, uma divergência mais relevante com relação ao centro da meta. Outra dúvida que permeia o mercado é só deverá a ficar mais clara em novembro é qual pode ser a composição do próximo Banco Central e como o próximo governo vai lidar com a política fiscal. "Até lá, não tem como traçar um cenário mais claro." (Eduardo Campos | Valor)
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