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28/09/2009 - 20h52

Dinheiro gasto para salvar bancos acabaria com pobreza, diz Lula

BRASÍLIA - No meio da posse que mais parecia um comício do novo ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que o dinheiro gasto em todo o mundo para "salvar o sistema financeiro da crise tornaria todos os pobres do mundo em classe média".

De retorno da reunião do G-20 nos Estados Unidos, Lula voltou a dizer que o mundo "não pode continuar refém de um mercado que fingia ser Deus" e a defender o aumento da presença do Estado como regulador da ordem econômica.

A posse do médico infectologista Padilha ocorreu numa quentíssima tarde em Brasília, num salão do Itamaraty com uma plateia de mais de mil pessoas, onde originalmente cabiam 300 pessoas, com direito até a rainha de peão boiadeiro.

Pelo seu trabalho na subchefia de Assuntos Corporativos, chamado de "gracinha" e "simpático" por inúmeros prefeitos e prefeitas que aplaudiam e assoviavam durante a cerimônia, Padilha parece ter muito carisma. Ante a "rasgação de seda" do novo ministro, Lula disse que Padilha "tem tudo para se transformar na grande revelação política" do PT.

Lula aproveitou o ingresso do engenheiro José Múcio como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) e anunciou que vai convocar uma reunião para discutir "a quantidade de obras paradas" pelo Tribunal. Ele disse que buscará um entendimento "para definir um comportamento que não diminua o TCU", mas que permita a liberação das obras de forma mais rápida. Primeira indicação de Lula, o deputado pelo PTB/PE trocou a função de intermediário entre o Palácio do Planalto e o Congresso pela vaga de ministro vitalício do TCU. Múcio recebeu rasgados elogios de Lula por sua passagem de um ano e dez meses na pasta de Relações Institucionais.

Lula disse que ele deverá passar à história como "o único Presidente da República que nos bons e nos maus momentos evitou criticar o Congresso Nacional". Para Lula, "o Congresso é a cara da sociedade brasileira no dia das eleições", e é importante "respeitar o eleitor".

(Azelma Rodrigues | Valor)

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