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28/09/2009 - 12h09

Juros futuros têm leve baixa na BM & F

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros oscilam em leve baixa na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), devolvendo os prêmios acumulados no começo do pregão. Na agenda do dia, o boletim Focus, do Banco Central, que mostrou variações mais expressivas nas previsões para 2010.

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi revisto de 4,3% para 4,4% no fechamento do ano que vem. Também foi colocado para cima o prognóstico de crescimento da economia, de 4,20% para 4,50%.

Acompanhando a ideia de maior inflação e crescimento, a Selic estimada subiu para 9,50% depois de permanecer em 9,25% por oito semanas seguidas.

Para 2009, o IPCA estimado cedeu marginalmente de 4,31% para 4,30%. Os agentes acreditam em estabilidade do Produto Interno Bruto (PIB) e Selic em 8,75%.

Há pouco, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2011 caía 0,02 ponto, projetando 10,22%, mas a taxa já bateu 10,29%. Janeiro de 2012 recuava 0,02 ponto, a 11,43%. E janeiro de 2013 também perdia 0,02 ponto, a 12,05%.

Na parte curta da curva, o DI com vencimento em janeiro de 2010 apontava 8,68%, sem alteração. Julho de 2010 devolvia 0,02 ponto, a 9,19%. E outubro de 2009 operava estável a 8,63%.

Além do Focus, os agentes também continuam digerindo o relatório trimestral de inflação apresentado na sexta-feira pelo Banco Central. Para o economista-chefe da Ativa Corretora, Arthur Carvalho, a autoridade monetária divide sua análise em duas frentes não convergentes.

Pela lado quantitativo, os BC ressalta dados muito controlados, com foco em projeções para inflação dentro da meta de 4,5% em 2009, 2010 e 2011.

Já pelo lado qualitativo, diz Carvalho, a autoridade monetária se mostra menos pessimista com a atividade, comentando a recuperação do mercado de trabalho e a expansão fiscal como fatores de impulso da economia.

" Esses dois fatores indicam que o risco inflacionário pode ser maior do que se antecipava " , resume o especialista. Ainda de acordo com Carvalho, a recuperação que parecia demorar muito a acontecer está se antecipando. Por isso um BC mais preocupado com o quadro da atividade. Olhando para frente, o economista acredita que o próximo movimento da taxa de juros é de alta, mas ainda não certeza de quando isso irá acontecer. Na sua previsão, a janela mais provável de alta está no segundo trimestre de 2010.

Outro ponto levantando do Carvalho e que soma indefinição na construção das previsões de juros é o quadro eleitoral de 2010. " Não se sabe como o cenário político pode influenciar essa movimento de alta. " (Eduardo Campos | Valor)

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