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28/09/2009 - 09h35

Mercado futuro sugere abertura instável na Bovespa

SÃO PAULO - A semana deve começar sem tendência definida na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). A indicação vem do mercado futuro, onde o Ibovespa com vencimento em outubro oscila entre leve alta e leve baixa. Há pouco, o contrato subia 0,04%, a 60.680 pontos Prejudicando a tomada de posições por aqui, as commodities operam em baixa e as bolsas asiáticas começaram a semana com perdas acentuadas. Tóquio puxou a fila caindo 2,50%, enquanto Seul recuou 0,94%. Na China, Xangai perdeu 2,65% e Hong Kong teve queda de 2,07%.

Já em Wall Street, notícias de fusão e aquisição dão estímulo à valorização dos índices futuros. No segmento de tecnologia, a Affiliated Computer foi comprada pela Xerox em um negócio de US$ 6,4 bilhões. Entre as farmacêuticas, a Abbott anunciou a compra dos negócios farmacêuticos da belga Solvay por US$ 7 bilhões. Já a Johnson & Johnson levará 18,1% da Crucell que trabalha com vacinas, por mais de 300 milhões de euros. Na agenda econômica, o foco está voltado para os dados de emprego dos Estados Unidos que saem na sexta-feira. Antes disso, os investidores assimilam renda e gasto do consumidor, investimentos em construção e a leitura final do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre. As bolsas europeias defendem variação positiva, com destaque para as empresas farmacêuticas. Há pouco, o FTSE-100, de Londres, subia 0,42%, enquanto o Xetra-DAX, de Frankfurt, valorizava 1,32%. No câmbio, o dólar opera estável contra o euro e ganha terreno sobre a libra. Por aqui, a pressão de venda prevalece, segurando o dólar abaixo da linha de R$ 1,80. Há pouco, a divisa era negociada a R$ 1,788 na venda, queda de 0,66%. O evento da semana é a formação da Ptax (média das cotações ponderada pelo volume que liquidará os contratos futuros). Na sexta-feira, o Ibovespa se descolou da instabilidade externa e fechou em terreno positivo depois de dois dias de realização de lucros. Com ajuda da Petrobras, o Ibovespa ganhou 0,52%, para 60.355 pontos. Mas o giro financeiro somou apenas R$ 3,99 bilhões, um dos menores do mês.

Com tal pontuação o índice fechou a semana devendo 0,67%, mas ainda defende valorização de 6,85% no mês de setembro. No ano, o índice aponta alta de 60,73%.

Em Wall Street, dados negativos no segmento imobiliário e menores encomendas por bens duráveis deram o tom dos negócios. O Dow Jones perdeu 0,44%, enquanto o S & P 500 recuou 0,61%. Já o Nasdaq devolveu 0,79%. Na semana, o Dow Jones cedeu 1,6%, o S & P desvalorizou 2,2% e o Nasdaq caiu 2%.

(Eduardo Campos | Valor)

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