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29/09/2009 - 17h30

Análise: Sem força para subir ou cair dólar, fecha estável a R$ 1,793

SÃO PAULO - Apesar do elevado volume negociado, o dólar comercial teve pouca oscilação no pregão desta terça-feira. Ao final da jornada, a moeda valia R$ 1,791 na compra e R$ 1,793 na venda, sem alteração sobre o pregão de ontem. Na máxima, a moeda foi a R$ 1,798, sendo que bateu 1,787 na mínima. Na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o dólar teve leve alta de 0,08%, para fechar a R$ 1,7925. O volume na bolsa se recuperou, somando US$ 339,5 milhões, depois de marcar apenas US$ 20,5 milhões na segunda-feira. No interbancário os negócios também subiram, passando de US$ 2,5 bilhões, o triplo do registrado ontem.

Segundo o consultor em gerenciamento de risco da FCStone, Bruno Lima, tal comportamento da moeda ilustra o momento de incerteza e cautela do mercado. Os agentes evitam posições, pois não há consenso sobre qual rumo o mercado pode tomar.

De acordo com Lima, um sinal claro desse momento de espera é a falta de posições expressivas, seja comprada ou vendida, no mercado de dólar futuro.

Pelo lado dos fundamentos, o consultor aponta que o cenário segue favorável à valorização da moeda brasileira. Continua válida a expectativa de entrada de recursos via oferta de ações e, fora isso, o país reforça sua imagem de economia sólida e em recuperação.

Por enquanto, diz Lima, o dólar encontrou um piso ao redor de R$ 1,80. "A taxa não tem vigor para ir abaixo ou acima disso." Para amanhã, o especialista espera um pregão mais agitado, tanto pela agenda externa, que reserva dados relevantes sobre emprego e crescimento nos Estados Unidos, quanto pelo lado doméstico, com a formação da Ptax (média da cotações ponderada pelo volume que liquidará os contratos futuros) que liquidará os contratos futuros de outubro negociados na BM & F.

(Eduardo Campos | Valor)

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