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29/09/2009 - 18h33

Bancos limitam perdas na Bovespa, que defende os 61 mil pontos

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve um pregão de baixa nesta terça-feira, mas encerrou longe das mínimas do dia, garantindo os 61 mil pontos. O Ibovespa terminou a jornada marcando leve baixa de 0,13%, aos 61.235 pontos, com giro financeiro de R$ 4,59 bilhões. No mês, o índice ainda aponta alta de 8,40%, e, no terceiro trimestre, a valorização acumulada chega a 18,98%.

Segundo o economista da Gradual Investimentos, André Perfeito, o pregão de terça-feira não trouxe grandes novidades. O Ibovespa seguiu o mercado americano onde o sinal negativo foi garantido pela retração na confiança do consumidor. Em Wall Street, o Dow Jones finalizou o dia com baixa de 0,48%, enquanto o S & P 500 e o Nasdaq perderam 0,22% e 0,31%, respectivamente. Ampliando a análise, Perfeito avalia que, apesar da volatilidade do intradia, o Ibovespa não apresenta variações muito expressivas tanto de alta quanto de baixa nas últimas semanas. A questão é que faltam estímulos para que o mercado altere preços-alvo, embutindo espaço para valorização ou correção de preços.

Na visão do economista, a impressão é de que os dados econômicos já estão bem incorporados aos ativos. Então, o que deve dar rumo aos negócios tanto aqui quanto lá fora é a temporada de resultados do terceiro trimestre. "Isso sim tem força para reorientar as expectativas", diz.

Perfeito lembra que os analistas fizeram previsões para o segundo trimestre vendo dados muito ruins sobre a economia. Só que aconteceu o contrário, o resultado das empresas surpreendeu para cima.

Agora, diz o economista, a mesma coisa deve acontecer com os balanços do terceiro trimestre, só que de forma inversa. Ou seja, analistas mais otimistas do que o resultado que as empresas poderão entregar.

No front corporativo, os carros-chefe garantiram a variação negativa do dia. Petrobras PN cedeu 0,34%, para R$ 34,77, enquanto Vale PNA caiu 0,73%, a R$ 36,53. Impedindo uma perda mais acentuada, os bancos foram destaque de ponta a ponta do pregão. Itaú Unibanco PN subiu 3,31%, a R$ 35,20, com o segundo maior volume do dia. Bradesco ON ganhou 2,58%, a R$ 34,50, e Bando do Brasil ON aumentou 1,90%, a R$ 30,57. Ainda na ponta compradora, CCR Rodovias ON, Itaúsa PN, subiram mais de 2% cada, a R$ 29,91 e R$ 10,50, respectivamente. Puxando as perdas, Cyrela ON devolveu 2,90%, a R$ 23,10, Embraer ON caiu 2,44%, a R$ 10,37, e Gafisa ON perdeu 2,34%, a R$ 27,10. As empresas de cartão de crédito perdem atratividade conforme o governo aperta o cerco contra verticalização do setor. Matéria do jornal Valor aponta que novas medidas para estimular a competição no mercado devem ser anunciadas amanhã. Redecard ON perdeu 2,37%, a R$ 27,59. Fora do índice, Visanet ON caiu 3,10%, a R$ 17,46. (Eduardo Campos | Valor)

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