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29/09/2009 - 12h06

Contratos de juros longos recuperam prêmios na BM & F

SÃO PAULO - Depois de operar perto da estabilidade durante a maior parte da manhã, os contratos de juros futuros longos voltam a acumular prêmio de risco na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F).

Há pouco, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2011 subia 0,04 ponto, projetando 10,24%. Janeiro de 2012 avançava 0,03 ponto, a 11,44%. E janeiro de 2013 também ganhava 0,03 ponto, a 12,02%.

Na parte curta da curva a dinâmica é outra. O DI com vencimento em janeiro de 2010 apontava 8,67%, queda de 0,01 ponto. Julho de 2010 operava estável a 9,21%. E outubro de 2009 caía 0,02 ponto, a 8,62%.

Segundo o gestor da Brascan Gestão de Ativos (BGA), Luiz Fernando Romano, houve um erro de avaliação do mercado, que estava pedindo pouco prêmio para ficar aplicado. Os agentes foram pegos de surpresa pelos dados melhores de atividade, ajustaram posições nas últimas duas semanas e, agora, a curva parece ter se estabilizado em um patamar mais alto. " O pessoal pede mais prêmio para carregar posição. " Agora, diz Romano, o momento é de espera por novos indicadores que ajudem a confirmar a percepção de rápida recuperação da economia.

No período da tarde, destaque para os dados industriais calculados pela Fiesp. Atenção especial ao comportamento do nível de utilização da capacidade instalada. Segundo Romano, o dado serve como termômetro para medir o hiato do produto, ou seja, quanto a economia pode crescer sem necessidades de novos investimentos. Pela visão atual do BC, esse hiato ainda é grande, o que permite uma retomada econômica sem pressão inflacionária. A questão é que se esse fechamento do hiato for mais rápido, a postura da autoridade monetária pode mudar.

Ainda de acordo com Romano, os dados já apresentados no dia não trouxeram surpresas. Depois de seis meses de deflação, o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) apontou inflação de 0,42% em setembro, mas ficando dentro do range de estimativas. O principal responsável pela alta foram os preços industriais. No ano, o índice acumula queda de 1,61% e em 12 meses a baixa é de 0,40%.

O Banco Central (BC) mostrou que o crédito seguiu crescendo em agosto, atingindo 45,2% do Produto Interno Bruto (PIB). A alta foi de 1,5% sobre julho, atingindo R$ 1,327 trilhão. No acumulado dos oito primeiros meses deste ano, o avanço é de 8,1%. O BC também captou queda no juro bancário médio, redução no spread e menor taxa média para crédito pessoal. (Eduardo Campos | Valor)

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