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29/09/2009 - 16h45

Crédito habitacional atinge 2,7% do PIB em agosto

BRASÍLIA - O crédito habitacional na ponta, concedido a pessoas físicas, atingiu em agosto R$ 79,85 bilhões, o equivalente a 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB). O Banco Central (BC) revela que, em dezembro de 2005, esses empréstimos correspondiam a 1,3% do PIB, e, somente neste ano, a expansão foi de 0,7 ponto percentual.

Esse volume de financiamentos imobiliários não inclui o crédito liberado pela rede bancária às incorporadoras e construtoras. Dados divulgados na semana passada, no Relatório de Inflação de setembro, apontavam que, somando-se as liberações ao mutuário final e para as construtoras, o crédito habitacional atingiu 3,6% do PIB no mês passado.

No estoque para o mutuário final, o BC detectou alta de 3,8% em agosto sobre julho. Em 12 meses, a expansão atinge significativos 42,1%, mais que o dobro dos 19,5% de crescimento do crédito total em igual intervalo. Somente de janeiro a agosto, os recursos bancários para habitação aumentaram 26,2%.

Outra modalidade que também apresenta evolução acima da média é o crédito consignado, com desconto em folha de pagamento. Teve crescimento mensal de 3,1%; de 24,2% no acumulado do ano e aponta para 30,9% nos 12 meses terminados em agosto, com saldo de R$ 97,97 bilhões.

O chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, comentou que há um retorno ao consignado, que tem taxas menores do que os empréstimos bancários tradicionais (27,6% ante 61,9% ao ano do crédito pessoal), sendo um dos fatores a ajudar na queda da inadimplência das pessoas físicas.

Lopes informou ainda que, em agosto, a parcela dos depósitos à vista (de 2%) obrigatória para o segmento de microfinanças atingiu R$ 2,454 bilhões. Desse total, 57,8% estavam emprestado nas linhas de microcrédito, pouco acima dos 57,6% do mês anterior.

Por outro lado, o nível de deficiência estava em 52,8% em agosto, correspondendo a R$ 1,295 bilhões. No mês anterior, a fatia não aplicada pelos bancos era equivalente a 52,5%. A soma desses percentuais fica acima de 100% porque alguns bancos estão superaplicados. A parcela não aplicada fica depositada no BC, sem remuneração.

(Azelma Rodrigues | Valor)

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