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29/09/2009 - 16h25

Dados da Fiesp seguram DIs em baixa

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros tiveram um pregão instável nesta terça-feira, mas acabaram o dia apontando para baixo na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F).

Ao final do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011, o mais líquido do dia, apontava baixa de 0,04 ponto percentual, a 10,16%, depois de subir a 10,27%. O vencimento para janeiro de 2012 subiu 0,02 ponto, a 11,39%. E janeiro de 2013 projetava 11,96%, desvalorização de 0,04 ponto.

Entre os vencimentos curtos, janeiro de 2010 perdeu 0,01 ponto, para 8,67%. Julho de 2010, que divide as apostas quanto à possibilidade de alta na Selic no primeiro ou no segundo semestre, caiu 0,02 ponto, projetando 9,19%. E outubro de 2009 cedeu 0,01 ponto, a 8,62%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 456.680 contratos, equivalentes a R$ 39,75 bilhões (US$ 22,19 bilhões), alta de 38% sobre o registrado ontem. O vencimento para janeiro de 2011 foi o mais negociado, com 206.985 contratos, equivalentes a R$ 18,32 bilhões (US$ 10,23 bilhões).

Segundo o economista-chefe do Banco Schahin, Sílvio Campos Neto, a volatilidade do pregão foi garantida pelos dados divulgados ao longo do dia. Mas o que tirou pressão de alta da curva agora à tarde foram os indicadores industriais da Fiesp.

Campos Neto chamou atenção para o comportamento do nível de utilização da capacidade instalada da indústria paulista, que ficou em 81,6% em agosto, alta marginal ante o 81,5% de julho, na série sem ajuste sazonal.

O economista lembra que os indicadores de capacidade ganham peso especial a partir de agora, já que os agentes tentam prever por mais quanto tempo e com qual velocidade a economia pode continuar crescendo sem gerar pressões inflacionárias e consequente reação do Banco Central.

Com menor efeito sobre a curva, o mercado recebeu, pela manhã, o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que apontou inflação de 0,42% em setembro, revertendo variação negativa de 0,36% em agosto. O principal responsável pela alta foram os preços industriais. No ano, o índice ainda acumula queda de 1,61% e em 12 meses a baixa é de 0,40%.

Sem surpresa, o Banco Central (BC) mostrou que o crédito seguiu crescendo em agosto, atingindo 45,2% do Produto Interno Bruto (PIB). A alta foi de 1,5% sobre julho, atingindo R$ 1,327 trilhão. No acumulado dos oito primeiros meses deste ano, o avanço é de 8,1%.

(Eduardo Campos | Valor)

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