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29/09/2009 - 17h11

Preços do petróleo fecham em baixa por dólar e confiança nos EUA

SÃO PAULO - Os preços do petróleo encerraram em queda nesta terça-feira, pressionados por dados menos favoráveis de confiança do consumidor nos Estados Unidos e pela valorização do dólar, movimento que tende a reduzir a demanda por ativos cotados em moeda americana.

O contrato de WTI negociado para o mês de novembro fechou a US$ 66,71, com queda de US$ 0,13. O vencimento de dezembro caiu US$ 0,09, para US$ 67,08. Em Londres, o barril de Brent para o mês de novembro fechou a US$ 65,49, com recuo de US$ 0,05. O vencimento para o mês seguinte declinou US$ 0,04, para US$ 66,25.

Dados divulgados hoje pelo Conference Board apontaram uma ligeira piora na confiança dos consumidores americanos. O indicador que mede esse sentimento caiu para 53,1 pontos, em comparação aos 54,1 de agosto (dado revisado).

Mais cautelosos em relação à possibilidade de correção da euforia do mercado financeiro nos últimos meses, os agentes ficaram divididos quando outro indicador apontou aumento dos preços de casas nos EUA, o que tende a ser positivo para a recuperação da economia e do poder de compra dos americanos.

Os preços do petróleo chegaram a cair com mais força, mas diminuíram o ritmo de baixa na reta final. O dólar hoje voltou a subir perante o euro, para o maior patamar em duas semanas. Com a moeda mais cara, os agentes ficam menos tentados a comprar ativos referenciados em dólar, o que reduz a demanda pelos contratos de petróleo.

Além disso, os agentes avaliam que pode haver um novo aumento dos estoques americanos de petróleo. O relatório referente à semana passada sai amanhã e os agentes avaliam que deverá haver um incremento de cerca de 2 milhões de barris nas reservas de óleo cru. Na semana passada os agentes foram surpreendidos por um aumento, quando esperavam queda dos estoques.

Ainda persiste no radar dos agentes a ameaça representada pelos testes de mísseis nucleares pelo Irã. Os agentes temem que o país produtor de petróleo venha a usar a commodity e sua distribuição como ferramenta contra embargos globais econômicos e políticos ao programa nuclear do país.

(Valor, com agências internacionais)

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