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30/09/2009 - 18h39

Análise: Bovespa sobe 8,9% no mês e ganha 19,53% no trimestre

SÃO PAULO - Setembro acaba com números bastante relevantes na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Ganho mensal de 8,90%, alta de 19,53% no terceiro trimestre e valorização acumulada de 63,83% no ano.

No pregão dessa quarta-feira, o Ibovespa resistiu a instabilidade externa e garantiu alta de 0,46%, para 61.517 pontos. O giro financeiro foi o maior em duas semanas, somando R$ 6,13 bilhões. Tal pontuação supera os 61.493 pontos de 22 de setembro e é a maior desde 16 de julho de 2008, quando o índice fechou aos 62.056 pontos. Na visão do gestor da Leme Investimentos, Januário Hostin Júnior, o desempenho do mercado brasileiro não deixa de surpreender e grande parte desses ganhos é explicada pelo fluxo de recursos externos, que continua bastante forte. Os últimos dados disponíveis mostram que o saldo de negociação do não residente estava positivo em R$ 3,06 bilhões no acumulado do mês até o dia 25, o que eleva a soma no ano a R$ 17,03 bilhões. As compras também foram estimuladas pelas melhores notícias provenientes do mercado externo e pela clara sinalização de que a economia brasileira já saiu da recessão. Como disse o analista, a atividade retomou seu ciclo de crescimento.

Olhando para outubro, Júnior acredita que os números da economia americana seguem atraindo atenção e que, apesar do clima otimista, o investidor deve tomar cuidado com possíveis movimentos de realização de lucros. "Quanto mais a bolsa sobe, mais perigoso fica", diz o especialista, que não descarta uma correção de preço no curto prazo. No pregão de hoje, o efeito calendário também pode ter ajudado a sustentar o preço dos ativos, já que alguns fundos fecham as cotas do mês com base nesses preços. Para amanhã, o gestor chama atenção para a renda e gastos do americano e para o índice de atividade na indústria. No front corporativo, destaque mais uma vez para os ativos do setor financeiro. Com o terceiro maior volume do dia, Itaú Unibanco PN subiu 1,42%, a R$ 35,70, Bradesco PN ganhou 2,17%, a R$ 35,25, e Banco do Brasil ON avançou 2,15%. Entre os carros-chefe, Petrobras PN fechou com alta de 0,66%, a R$ 35,00, e Vale PNA subiu 0,19%, a R$ 36,60. Entre as siderúrgicas, CSN ON ganhou 1,64%, a R$ 54,38.

Com as maiores altas dentro do índice, Vivo PN avançou 3,47%, a R$ 44,70, MMX Mineração ON teve acréscimo de 3,31%, a R$ 10,90, e Lojas Americanas PN subiu 3,19%, a R$ 11,96.

Devolvendo ganhos recentes, Rossi ON caiu 2,39%, a R$ 14,25, BM & FBovespa recuou 2,17%, a R$ 13,06, e América Latina Logística unit perdeu 1,65%, a R$ 13,66.

Em Wall Street, os índices esboçaram reação, mas dados negativos sobre emprego e atividade acabaram estimulando as vendas. O Dow Jones caiu 0,31%, para 9.712. O S & P 500 recuou 0,33%, para 1.057 pontos, e o Nasdaq perdeu 0,08%, a 2.122 pontos.

No mês, o Dow Jones subiu 2,3%, o S & P aumentou 3,6% e Nasdaq ganhou 5,6%. Já no trimestre, Dow e S & P avançaram 15% cada, enquanto o Nasdaq garantiu acréscimo de 15,7%.

(Eduardo Campos | Valor)

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