UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

30/09/2009 - 12h56

Investidor embolsa lucros e leva Ibovespa a inverter rumo nos negócios

SÃO PAULO - Na mesma toada de Wall Street, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) inverteu a trajetória no pregão desta quinta-feira e passou a operar no vermelho.

Embora os principais indicadores do dia tenham sido favoráveis para a economia americana, os investidores estão de olho na valorização acumulda no mês. Até ontem, no Brasil, o Ibovespa já subia 6,3%. Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones avançava mais de 8%.

"Os mercados já subiram bastante no curto prazo, então há espaço para uma realização de lucros", comentou o gestor de renda variável da Máxima Asset, Felipe Casotti.

Por volta das 12h50, o Ibovespa caía 0,18%, a 69.104 pontos. O giro financeiro estava em R$ 3,487 bilhões.

Em Wall Street, no mesmo horário, o índice Dow Jones tinha desvalorização de 0,36% e o S&P 500 cedia 0,26% e o Nasdaq recuava 0,56%.

Na pauta do dia, o Departamento do Comércio dos Estados Unidos revelou que o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu a uma taxa anualizada de 1,7% no segundo trimestre de 2010, acima da estimativa anterior, de 1,6%. Além disso, a instituição mostrou que os novos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos tiveram queda de 16 mil na semana passada em relação à anterior, para um total de 453 mil.

Já o Institute for Supply Management (ISM) de Chicago informou que a atividade manufatureira na área de Chicago teve maior avanço em setembro. Com ajuste sazonal, o indicador que mede o desempenho do setor partiu de 56,7, em agosto, para 60,4, um mês depois. No cenário corporativo, as principais ações do Ibovespa também começaram a registrar queda no pregão. Há pouco, os papéis PN da Petrobras recuavam 0,61%, a R$ 27,33, com volume negociado de R$ 592,4 milhões, enquanto os ON cediam 1,74%, a R$ 30,41, com giro de R$ 302,4 milhões. Além disso, as ações PNA da Vale tinham baixa de 0,41%, a R$ 45,91, com total movimentado de R$ 467,1 milhões.

A Petrobras divulgou hoje detalhes da alocação de sua oferta de ações. Sem considerar o lote suplementar, a oferta resultou na captação de R$ 115 bilhões. Considerando as ações vendidas no país, a operação somou R$ 101,7 bilhões, sendo que, desse total, R$ 84,9 bilhões corresponderam à oferta prioritária, destinada aos acionistas já existentes. No mercado internacional, foram negociados R$ 13,3 bilhões. Os estrangeiros ficaram apenas com 11,74% das ações ordinárias da oferta e 11,23% das preferenciais.

As maiores altas do Ibovespa partiam, há pouco, das units do Santander Brasil (2,68%, a R$ 22,54), seguidas pelos papéis PN da Ultrapar (2,15%, a R$ 100,77) e Braskem PNA (1,92%, a R$ 16,93).

Já as maiores quedas do índice estavam com as ações PDg Realty ON (-1,78%, a R$ 19,79). B2W ON (-2,66%, a R$ 31,05) e Fibria ON (-3,24%, a R$ 29,23).

Fluxo estrangeiro Ainda no mercado brasileiro, o fluxo direto estrangeiro na Bovespa estava positivo em R$ 1,582 bilhão no acumulado do mês, até o dia 28, resultado de compras no valor de R$ 37,389 bilhões e de vendas de R$ 35,806 bilhões. Apenas na terça-feira, quando o Ibovespa subiu 0,60%, o estrangeiro colocou R$ 517,5 milhões no mercado.

No ano, o resultado da atuação do investidor internacional na bolsa brasileira está positivo em R$ 1,547 bilhão. (Beatriz Cutait | Valor)
Hospedagem: UOL Host