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01/10/2009 - 12h38

Vendas ganham força e Bovespa cai 1,4%; dólar sobe a R$ 1,783

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) tentou, mas não resistiu à forte piora de humor externo, acentuando o movimento de baixa. Mas, ainda assim, cai menos do que as bolsas nos Estados e na Europa. Por volta das 12h35, o Ibovespa perdia 1,40%, a 60.659 pontos, com giro financeiro em R$ 2,21 bilhões. Em Wall Street, o Dow Jones perdia 1,58%, apontando 9.563 pontos, enquanto o S & P 500 e o Nasdaq caíam 1,92% e 2,47% respectivamente. Já na Europa, Londres recuava 1,56%, e Frankfurt caía 1,90%. Segundo o diretor da Ágora Corretora, Álvaro Bandeira, a propensão à queda ainda é baixa no mercado brasileiro, muito embora o bom desempenho da economia tenha elevado a preocupação com aumento da inflação e taxa de juros no ano que vem. A questão, de acordo com o especialista, é que ainda tem muito dinheiro chegando à bolsa brasileira, e é isso que mantém a Bovespa no seu atual patamar. Dados da própria Bovespa mostram que em setembro, até o dia 28, o saldo estrangeiro estava positivo em R$ 3,34 bilhões, elevando o resultado do ano a R$ 17,3 bilhões. Ainda de acordo com Bandeira, no curto prazo, o mercado tanto aqui quanto nos EUA está em um faixa de congestão, sem força para romper importantes indicadores técnicos. No caso do Ibovespa, a perda dos 59.750 pontos poderia configurar um mercado mais frágil.

O diretor aponta que os agentes seguem à espera de mais dados para dar novo rumo às suas estratégias. Depois de uma sequência de números bons, os indicadores voltaram a mostrar disparidade na economia americana. Hoje, por exemplo, os pedidos por seguro-desemprego e a atividade no setor industrial decepcionaram, mas a renda e o gasto do consumidor a venda de casas pendentes surpreenderam para cima. Outro ponto destacado pelo especialista é que, sem negócios nas bolsas da China, que estão fechadas em função de feriado, a formação de preço das commodities perde referência, o que acaba prejudicando, de alguma forma, os principais ativos brasileiros. Dentro do Ibovespa, os bancos não aguentaram a pressão vendedora e passaram para o terreno positivo. Durante a maior parte da manhã, os papéis ajudaram a limitar a queda do índice. Bradesco PN diminuía 0,14%, a R$ 35,20, e Banco do Brasil ON caía 0,16%, a R$ 31,18. Mais forte, Itaú Unibanco PN ainda ganhava 0,22%, a R$ 35,76.

Puxando as perdas, Petrobras PN devolvia 1,29%, a R$ 34,35, Vale PNA perdia 1,74%, a R$ 35,96, e Vale ON caía 2,16%, a R$ 40,30. Gerdau PN, CSN ON e Usiminas PNA caíam mais de 2% cada.

Liderando as vendas, Brasil Telecom Part PN perdia 3,28%, a R$ 18,28, e Telemar ON diminuía 3,12%, a R$ 38,75. Na ponta compradora, CCR Rodovias ON ganhava 1,38%, a R$ 30,73, Eletropaulo PNV subia 1,10%, a R$ 36,65, e Light ON aumentava 0,93%, valendo R$ 24,93.

A piora de humor que atinge as bolsas também faz preço no mercado de câmbio, criando espaço para a compra de moeda americana. Depois de cair a R$ 1,767 na mínima da manhã, há pouco, o dólar comercial subia 0,62%, a R$ 1,783 na venda. (Eduardo Campos | Valor)

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