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02/10/2009 - 09h41

Bovespa deve marcar novo pregão de baixa

SÃO PAULO - A sexta-feira começa com contorno negativo na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que pode dar continuidade às perdas registradas ontem. A indicação vem do mercado futuro, onde o Ibovespa com vencimento em outubro caía 0,91%, a 60.180 pontos.

Em Wall Street, os futuros aprofundaram o movimento de queda depois que o Departamento de Trabalho comunicou o fechamento de 263 mil postos de trabalho no mês de setembro. Resultado acima do esperado. Já a taxa de desemprego saiu de 9,7% para 9,8%, dentro do previsto, mas a maior taxa em 26 anos.

Os agentes também acompanham os desdobramentos do encontro do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do G7 que acontece em Istambul. Na Europa, os índices registram o terceiro pregão seguido de baixa. Há pouco, o FTSE-100, de Londres recuava 0,84%, enquanto o Xetra-DAX, de Frankfurt, desvalorizava 0,83%. A Ásia refletiu hoje as perdas acentuadas observadas no mercado americano na quinta-feira. Tóquio puxou a fila caindo 2,47%, e Seul devolveu 1,70%. Na China, Hong Kong voltou de feriado com baixa de 2,77%. Xangai não operou. Com investidores mais cautelosos, o dólar segue ganhando valor sobre seus principais rivais e as commodities perdem valor. O barril de WTI, por exemplo, é negociado abaixo dos US$ 70 o barril.

Por aqui, o dólar comercial marca o segundo dia de alta retomando a linha de R$ 1,80. Há pouco, a moeda era negociada a R$ 1,803 na venda, alta de 0,83%.

Ontem, a Bovespa não resistiu à forte piora de humor externo e fechou em terreno negativo. Vendas generalizadas derrubaram o Ibovespa em 1,72%, para 60.459 pontos. O giro financeiro somou R$ 5,28%. Em Wall Street, as vendas foram ainda mais acentuadas. O Dow Jones caiu 2,09%, enquanto o S & P 500 e o Nasdaq perderam 2,58% e 3,06%. Maiores perdas diárias em cerca de três meses.

Além do espaço para realização, o comportamento dos índices aqui e em Nova York endossa a visão de alguns analistas de que os gestores de fundos estavam defendendo posições no final no mês de setembro para melhor rentabilizar suas cotas. Com a virada do mês, os fundos estão liberados a realizar lucros e ajustar carteiras. (Eduardo Campos | Valor)

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