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02/10/2009 - 09h19

Produção industrial sobe 1,2% ante julho mas cai 12,1% neste ano

RIO - A produção industrial brasileira aumentou 1,2% entre julho e agosto, na série com ajuste sazonal. Foi o oitavo mês seguido de crescimento nesse tipo de comparação. " O índice de agosto confirma a trajetória positiva da Indústria " , diz relatório do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). " O avanço levou o patamar da produção de agosto a ficar próximo ao de fevereiro de 2007. " O desempenho da produção no mês superou expectativas de analistas financeiros, que cogitavam crescimento entre 0,4% e 0,7%.

Relativamente ao ano passado, porém, os índices continuam negativos. No confronto com agosto de 2008, a atividade da indústria nacional diminuiu 7,2%, na décima queda consecutiva - embora tenha sido a menor baixa desde novembro de 2008. No acumulado janeiro-agosto, a retração foi de 12,1% e, nos 12 meses até agosto, de 8,9%.

Na comparação com julho, 15 dos 27 setores industriais pesquisados cresceram, com destaque para veículos (3,2%) e material eletrônico e equipamentos de comunicações (9,1%). A produção de bens de consumo duráveis subiu 3,1% entre julho e agosto, mas as demais categorias de uso dos produtos também tiveram avanço: de 0,7% nos bens intermediários, de 0,4% nos bens de capital e de 0,6% nos bens de consumo semi e não duráveis.

No confronto com agosto de 2008, houve crescimento em nove das 27 atividades. Do lado negativo, sobressaiu-se o recuo de 18,4% na produção de veículos automotores, que acompanharam a menor demanda por bens de consumo duráveis após o agravamento da crise financeira global. Os efeitos da crise se fizeram sentir também na produção de bens de capital (-22,3%), que sofreram com a queda dos investimentos. Dessa forma, no acumulado janeiro-agosto, veículos automotores (-22,6%) e máquinas e equipamentos (-26,8%) foram os destaques negativos. " Nesse tipo de comparação, as indústrias mais articuladas com o mercado interno e, portanto, menos atingidas pela crise internacional, como a farmacêutica (9,6%), bebidas (5,6%) e perfumaria, sabões e produtos de limpeza (1,9%) assinalaram taxas positivas, juntamente com o setor de outros equipamentos de transportes (10,8%) " , acrescenta o relatório. (Valor)

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