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02/10/2009 - 08h58

Wall Street começou trimestre com forte perda

SÃO PAULO - Os índices Dow Jones e Standard and Poor ? s 500 tiveram ontem a maior queda diária em três meses, depois que relatórios econômicos piores que o esperado alimentaram temores sobre a força da recuperação da economia.

O Dow Jones recuou 2,09%, para 9.509 pontos. O Nasdaq caiu 3,06%, para 2.057 pontos. O S & P 500 perdeu 2,58%, a 1.029 pontos.

O recuo ocorreu um dia após os índices encerrarem o terceiro trimestre sob fortes ganhos, com Dow Jones e S & P 500 acumulando alta de 15% no período.

Ações consideradas sensíveis aos ciclos da economia estiveram entre os piores desempenhos, incluindo papéis dos setores bancário e tecnológico. O índice de bancos KWB recuou 5%, enquanto o de semicondutores cedeu 4,8%.

Papéis de companhias aéreas também se depreciaram, com o índice que mede a performance do setor em baixa de 8,3%.

O indicador da atividade manufatureira nacional apurado pelo Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) caiu em setembro ante a leitura de agosto. Embora o número ainda indique crescimento, ele veio muito abaixo das previsões de economistas. O ISM indicou que a atividade industrial caiu a 52,6, abaixo das estimativas (54,0) e do número de agosto (52,9).

As bolsas de valores da Europa fecharam em baixa diante de dados econômicos desapontadores do continente e dos EUA.

Em Londres, o FTSE-100 teve baixa de 1,68% e encerrou aos 5.047 pontos. O CAC-40, de Paris, perdeu 1,97%, e fechou a 3.720 pontos. O DAX, de Frankfurt, recuou 2,13%, para 5.554 pontos.
O indicador das principais blue chips europeias, o Eurofirst 300, fechou em baixa de 1,59%, aos 997 pontos.

Na Europa, o mercado de trabalho preocupa. Segundo a Eurostat, a taxa de desemprego média nos 16 países da zona do euro alcançou 9,6% em agosto, o maior patamar desde março de 1999. A porcentagem veio maior do que a verificada em julho, quando o desemprego na região atingiu 9,5%.
Os investidores receberam ainda os dados sobre as vendas no varejo da Alemanha, que apresentaram recuo de 1,5%, em termos reais, em agosto, ante o mês anterior. Em julho, o indicador tinha avançado 0,7% na mesma base de comparação.

(Valor)

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