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05/10/2009 - 17h31

Juros recuam apesar do aumento do IOF

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros chegaram a ensaiar alta no começo desta terça-feira, que marca a taxação de 4% para os ingressos externos em renda fixa, mas encerraram o dia com leve viés de baixa.

Antes do ajuste final de posições na Bolsa de Mercadorias e Futuros, (BM&F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2012 apontava baixa de 0,05 ponto, a 11,39%. Janeiro de 2013, mais líquido do dia, mostrava valorização de 0,01 ponto, a 11,82%, depois de subir a 11,88%. E janeiro 2014 perdia 0,03 ponto, a 11,78%.

Entre os curtos, novembro de 2010 marcava alta de 0,01 ponto, a 10,64%. E janeiro de 2011 também projetava 10,64%, mas registrava baixa de 0,02 ponto. Até as 16h10, foram negociados 599.245 contratos, equivalentes a R$ 49,65 bilhões (US$ 29,41 bilhões), mais que o dobro do registrado ontem. O vencimento de janeiro de 2013 foi o mais negociado, com 169.020 contratos, equivalentes a R$ 13,16 bilhões (US$ 7,79 bilhões). Para o vice-presidente de tesouraria do Banco WestLB, Ures Folchini, o real impacto do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) é limitado e temporário. Para investimento de prazo longo a perda de rentabilidade é pouco significativa.

Fora isso, lembra o especialista, se o real seguir ganhando força, o pedágio pago para investir é compensado pela variação cambial. "A eficácia da decisão é muito pequena." Folchini lembra que o Brasil é prioridade de investimento no mundo. É uma questão de análise de oportunidade. Cada vez mais se confirma a percepção de que os juros no mundo permanecerão baixos por um longo período de tempo. Sinal disso veio do Japão, que voltou a reduzir juros e comprar títulos para tentar estimular sua economia.

Ainda de acordo com o especialista, não adianta o governo tentar impedir um movimento global de desvalorização do dólar. "O problema do dólar é no mundo. Para resolver teríamos que ver uma ação coordenada global ou uma realização de lucros." Na gestão da dívida pública o Tesouro vendeu todo o lote de 1,5 milhão de Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B) que ofertou, captando R$ 2,95 bilhões.

(Eduardo Campos | Valor)
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