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05/10/2009 - 19h14

Petrobras quer parceiras do Comperj como sócias de refinaria

RIO - A Petrobras poderá condicionar a entrada de empresas nos empreendimentos de segunda geração do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj) a uma participação na primeira geração da refinaria. De acordo com o diretor de abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, contudo, a possibilidade ainda não foi abordada na discussão com os grupos empresariais brasileiros e estrangeiros que poderão participar da segunda geração.

A primeira geração do Comperj consiste em uma refinaria destinada a processar até 150 mil barris de óleo por dia, gerando derivados como diesel e nafta. Na segunda geração, que ficará no entorno da refinaria, serão instaladas empresas que utilizarão a nafta para produção de produtos petroquímicos. Atualmente, o custo da primeira geração é estimado em US$ 8,5 bilhões.

"Na segunda geração, criamos a empresa e estamos conversando com grupos nacionais e internacionais. Não temos nada fechado de segunda geração", disse Costa, que participou de palestra no Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef).

O executivo afirmou ainda que a Petrobras não fez nenhuma proposta para uma união entre as petroquímicas Braskem e Quattor. A estatal tem participação de 40% na Quattor, enquanto os outros 60% pertencem à Unipar. Na Braskem, controlada pela Odebrecht, a Petrobras tem uma fatia de 30%.

"Estamos sempre monitorando oportunidades. Mas de concreto, não tem nada", garantiu. "Não tem nenhuma proposta da Petrobras na mesa. Dos outros, eu não sei", acrescentou.

(Rafael Rosas | Valor)

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