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06/10/2009 - 18h18

BB não descarta continuidade de negócios em seguros com Sul América

SÃO PAULO - Apesar de ter retirado a Sul América da Brasilveículos, o Banco do Brasil não descarta a possibilidade de continuar atuando em parceria com a empresa de seguros nos segmentos de saúde e capitalização. "Não descartamos a participação com a Sul América em outros ramos", afirmou o vice-presidente de Novos Negócios do Banco do Brasil, Paulo Rogério Caffarelli, presente na divulgação da remodelação da área de seguros do BB, em São Paulo. A instituição federal anunciou, logo pela manhã, uma restruturação na área de seguros, formando uma parceria com a espanhola Mapfre para seguros de risco e informando sobre o plano de comprar a participação da Sul América na Brasilveículos. Nesta última operação, a instituição lançou uma carta de intenção de compra das ações em poder da Sul América, que somam 30% do capital total da unidade. A iniciativa já era esperada pelo mercado e gerava dúvidas com relação ao papel que a Sul America poderia assumir nos negócios com o banco estatal daqui pra frente. A restruturação da área de seguridade também envolve, segundo o Banco do Brasil, uma diminuição na quantidade de sócios no setor e, ao mesmo tempo, uma ampliação de sua participação societária em todos segmentos onde o banco atua. "Temos que trabalhar com uma única plataforma de negócios", afirmou o presidente do BB, Aldemir Bendine. O banco estatal, que há meses vinha adiantando sua intensão de remodelar o setor de seguros, enxerga a existência de sócios competidores como uma barreira para o crescimento da participação do setor nos resultados do banco. "O Banco do Brasil não será mais sócio de empresas que tenham negócios concomitantemente ao nosso", disse Caffarelli, vice-presidente de Novos Negócios. Até a restruturação, o BB possuía participações minoritárias em suas diversas unidades de seguros, como na Brasilprev (49,99%), Brasilveículos (70%) Brasilsaúde (49,92%) e Brasilcap (49,99%), além de ter o controle total da Aliança do Brasil, que adquiriu no ano passado. No entanto, diversos desses sócios não deixavam de trabalhar nos segmentos em que atuavam, mesmo que esses coincidissem com os do Banco do Brasil. Além de acabar com esse sistema, o banco estatal pretende fazer acordos no sentido de ampliar sua participação nas unidades e centralizar os negócios. Para tanto, o BB decidiu criar duas holdings que funcionarão como gestoras de todos os negócios de seguros do banco: a BB Aliança e a BB Seguros. O primeiro passo para a remodelação do setor no banco foi dado com a compra da fatia que ainda não possuía na Aliança do Brasil, no ano passado. "O Banco passa, agora, a enxergar o negócio seguridade de uma maneira unificada", explicou Caffarelli. O executivo afirma que os próximos movimentos do banco, que "logo" devem ser anunciados, serão nos segmentos de saúde, previdência e capitalização. (Vanessa Dezem | Valor)

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