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07/10/2009 - 12h43

Bovespa opera em baixa; Santander e GVT são destaques

SÃO PAULO - Depois de três dias de alta e novas máximas para o ano, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) tem um pregão instável nesta quarta-feira. Por volta das 12h35, o Ibovespa perdia 0,44%, a 62.397 pontos. O volume era elevado, somando R$ 4,17 bilhões.

As atenções estão voltadas para notícias no front corporativo. O destaque do pregão fica com as units (recibo de ações) do Santander, que começaram a ser negociadas hoje. O papel já movimentou mais de R$ 1 bilhão e, há pouco, caía 1,87%, a R$ 23,06 na venda.

O preço de emissão foi fixado em R$ 23,50, no cento da faixa estimativa de R$ 22 a R$ 25. De acordo com Anúncio de Início, foram colocadas 525 milhões de units, o que representa R$ 12,337 bilhões. No entanto, já está registrado na Comissão de Valores de Mobiliários (CVM) o exercício do lote suplementar, que eleva a quantidade de ações a 600 milhões e puxa o valor da oferta a R$ 14,1 bilhões. A opção pelo lote adicional não foi exercida. Segundo o diretor de renda variável da FinaBank Corretora, Edson Marcellino, a expectativa era de que o preço saísse mais perto do teto da estimativa, mas como isso não aconteceu, todo o setor financeiro passa por ajuste de baixa hoje. Dentro do Ibovespa, Itaú Unibanco PN recuava 1,90%, a R$ 35,51, Bradesco PN diminuía 1,60%, a R$ 35,53, e Banco do Brasil ON se desvalorizava 1,34%, a R$ 30,04. Ainda no front corporativo, destaque para os papéis da operadora de telefonia GVT. A ação ON saltava 13,93%, a R$ 46,60, com mais de R$ 450 milhões em volume, mais dinheiro do que o movimentado por Petrobras e Vale em conjunto.

O comportamento do papel reflete a oferta de compra feita pela Telefônica, que se dispôs a pagar R$ 6,5 bilhões por 100% das ações da companhia, o equivalente a R$ 48 por ação. Vale lembrar que mês passado, a empresa já tinha recebido uma oferta da francesa Vivendi, a R$ 42 por papel.

Ainda de acordo com Marcellino, a falta de rumo do mercado externo também atrapalha os negócios por aqui. Em Wall Street, o Dow Jones recuava 0,14%, enquanto o Nasdaq avançava 0,10%. "Se o mercado externo melhorar, vamos junto. Caso contrário, a pressão de venda ganha força", resume. Para o diretor da FinaBank, o índice pode andar de lado nos próximos dias, conforme os agentes começam a assimilar os resultados do terceiro trimestre do ano. Hoje, a Localiza inaugura as divulgações por aqui e em Wall Street, a Alcoa abre a temporada. "No longo prazo a tendência para a Bovespa continua sendo de alta, mas não temos como escapar de realizações de lucros", diz Marcellino, lembrando que o índice já subiu 66% em 2009. Dentro do Ibovespa, os carros-chefe limitam as perdas do dia. Vale PNA apontava alta de 0,37%, a R$ 37,35, enquanto Petrobras PN subia 0,17%, a R$ 34,55. Gerdau PN reverteu as perdas da abertura e tinha leve alta de 0,23%, a R$ 25,36. Mais firme, Usiminas PNA se valorizava 1,38%, a R$ 47,45. Ainda na ponta compradora, Duratex PN ganhava 3,45%, para R$ 32,37, depois de avançar mais de 8% no pregão de ontem. TIM Participações ON avançava 1,46%, a R$ 6,25, e Rossi ON tinha acréscimo de 1,36%, a R$ 13,41.

Liderando as perdas, Telemar ON caía 2,52%, a R$ 39,43, Redecard ON perdia 2,52%, a R$ 39,43, e Souza Cruz ON recuava 2,24%, a R$ 64,45. No mercado de câmbio, os compradores encontram espaço para remontar posições depois de três dias de venda. Há pouco, o dólar comercial subia 0,22%, a R$ 1,756 na venda. (Eduardo Campos | Valor)

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