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07/10/2009 - 18h28

Correção: Captação da poupança salta 57% no ano

Ao contrário do que foi publicado em nota no dia 6 de outubro, os dados de captação da poupança apresentados no primeiro parágrafo são em reais e não em dólares. Segue a íntegra corrigida: SÃO PAULO - As cadernetas de poupança tiveram captação líquida de R$ 3,510 bilhões no mês de setembro, o segundo maior volume mensal do ano até agora, perdendo apenas para julho, quando o total foi de R$ 6,672 bilhões.

Este foi O quinto mês consecutivo de captação líquida neste tipo de aplicação, que acumula entrada de R$ 17,249 bilhões apenas neste período. No acumulado do ano, as aplicações na poupança superam os resgates em R$ 15,727 bilhões, o que representa um crescimento de 57% sobre o total registrado no mesmo período de 2008, de R$ 10,015 bilhões.

Ao longo de setembro deste ano, os depósitos nas cadernetas somaram R$ 84,860 bilhões, enquanto os saques totalizaram R$ 81,350 bilhões. Ao se computar os rendimentos creditados às aplicações, de R$ 1,465 bilhão, as poupanças encerraram o mês passado com saldo total de R$ 299,927 bilhões, ante R$ 294,951 bilhões do fim de agosto, e de R$ 270,441 bilhões em dezembro de 2008.

Os números sobre investimentos na poupança têm sido acompanhados recentemente para se verificar se há uma migração de outras aplicações de renda fixa para a tradicional caderneta. Com a taxa básica Selic em 8,75% ao ano, o rendimento de 6% ao ano mais TR da poupança se torna competitivo em comparação com boa parte dos fundos DI, de curto prazo e renda fixa. Isso porque a aplicação na poupança não tem cobrança de Imposto de Renda, nem de taxa de administração. O governo chegou a anunciar duas propostas para que as cadernetas com saldo acima de R$ 50 mil comecem a ter os rendimentos tributados a partir de 2010. No entanto, nenhum projeto oficial foi enviado ao Congresso Nacional até agora.

Conforme os dados da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), os fundos de curto prazo, que tem tributação maior (de 20% a 22,5%), tiveram resgate de R$ 1,241 bilhão em setembro, depois de terem perdido R$ 1,394 bilhão em agosto e outros R$ 1,888 bilhão em julho. Mesmo com a saída de R$ 4,523 bilhões em três meses, esta categoria de fundos ainda possuía patrimônio líquido de R$ 45,091 bilhões ao fim do mês passado.

Os fundos de renda fixa tiveram resgate líquido de R$ 2,034 bilhões em setembro, mas tinham acumulado captação de R$ 3,657 bilhões entre julho e agosto. Já os fundos DI captaram R$ 1,393 bilhão no mês passado, valor que se soma aos R$ 1,071 bilhão dos dois meses anteriores.

No total, a indústria de fundos brasileira captou R$ 9 bilhões em setembro, acumulando um total de R$ 72,58 bilhões no ano. Na abertura dos dados por categorias, os fundos multimercado são o destaque positivo, com R$ 9,271 bilhões em entrada líquida no mês passado, e um total de R$ 31,537 bilhões no ano.

Ao fim do dia 30 do mês passado, o patrimônio líquido dos fundos somava R$ 1,305 trilhão.

(Fernando Torres | Valor)

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