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07/10/2009 - 12h06

Curva futura mostra antecipação de alta na taxa Selic

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros operam sem direção única na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Os vencimentos até janeiro de 2011 têm leve acúmulo de prêmios de risco, mas dessa data em diante a curva ganha inclinação negativa.

Há pouco, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2011 subia 0,03 ponto, projetando 10,31%. Na contramão, janeiro de 2012 diminuía 0,03 ponto, a 11,35%. Janeiro de 2013 recuava 0,04 ponto, a 11,82%.

Na parte curta da curva, o DI com vencimento em janeiro de 2010 apontava 8,70%, avanço de 0,01 ponto. Julho de 2010 subia 0,04 ponto, a 9,26%. E novembro de 2009 marcava estabilidade a 8,63%.

Tal movimento mostra que o mercado aposta em uma antecipação de alta de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Segundo o gerente da mesa financeira da Hencorp Commcor Corretora, Rodrigo Nassar, a expectativa de elevação dos juros cresceu depois que a Austrália alterou o viés de sua política monetária, mas ainda é muito cedo para pensar em aumento de juros no Brasil, ainda mais em 2009.

" Estamos começando a ver sinais de aquecimento em alguns setores da economia só agora. Fora isso, a inflação segue dentro da meta para 2010 " , explica Nassar, lembrando que o consumo não se mostra tão aquecido a ponto levar a uma alta de juros.

Ainda de acordo com o especialista, o tipo de antecipação que faz sentido é trabalhar com ajuste na Selic no primeiro semestre de 2010 e não mais com alta apenas na segunda metade do ano, como era cogitado até o começo do mês passado.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro realiza a segunda etapa do leilão de Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B), que acontece via troca de títulos.

(Eduardo Campos | Valor)

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