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07/10/2009 - 13h08

Petrobras lança na próxima semana licitações para construir 28 sondas

RIO - A Petrobras vai lançar na semana que vem a licitação para as 28 sondas de perfuração em águas profundas e ultraprofundas que serão construídas no Brasil. A concorrência será dividida em três pacotes e a entrada em operação dos equipamentos está prevista para acontecer entre 2013 e 2017.

Os pacotes serão lançados ao mercado simultaneamente. No primeiro, serão licitados sete navios-sonda com capacidade de perfurar em lâmina d´água de até 3 mil metros. O diretor de serviços da estatal, Renato Duque, revelou que essas sete embarcações serão do tipo posicionamento dinâmico classe 3 (DP Classe 3), com equipamentos considerados tradicionais pela indústria.

" Escolhemos fazer sete sondas neste modelo porque é um número que garante escala para a criação de um novo estaleiro no Brasil. O que não quer dizer que será construído um novo estaleiro, mas apenas que a escala garante isso " , frisou Duque, que participou de café da manhã com jornalistas na sede da empresa.

A primeira dessas sete unidades será entregue em até 48 meses depois da licitação; a segunda deverá ficar pronta 10 meses depois da primeira e, a partir daí, uma nova unidade ficará pronta a cada 8 meses. Os equipamentos serão contratadas pela própria Petrobras.

O diretor explicou ainda que, além da construção no Brasil, essas sete unidades terão metas de conteúdo nacional para os equipamentos. As duas primeiras unidades terão 20% de conteúdo nacional, a terceira e quarta terão 40% e as três últimas terão metade dos equipamentos fabricados no Brasil.

" Ao término da construção dessas sete unidades, teremos condições de colocar até 50% de conteúdo nacional em equipamentos de perfuração " , frisou Duque.

O segundo pacote de licitação será para duas unidades, que poderão ser navios-sonda, plataformas monocoluna ou semi-submersíveis. Esses equipamentos serão contratados para construção no mesmo estaleiro e deverão ser entregues simultaneamente, 40 meses depois da contratação.

Por fim, a empresa pretende afretar até 19 sondas, com o limite de quatro unidades para cada operador. Duque explicou que no segundo e terceiro pacotes a empresa espera que sejam alcançadas inovações tecnológicas.

O diretor disse ainda que esses equipamentos não poderão ser construídos no estaleiro de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, que estará ocupado com a construção de oito cascos de plataformas de produção que serão utilizadas no pré-sal. Atualmente, a licitação para construção dos cascos está em andamento e a estatal negocia a construção com a Engevix/GVA e com o Atlântico Sul, que apresentaram as melhores propostas.

(Rafael Rosas | Valor)

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