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07/10/2009 - 15h07

Poço em Jequitinhonha tem resultado abaixo do esperado, nota Petrobras

SÃO PAULO - O primeiro poço perfurado pela Petrobras na Bacia do Jequitinhonha, no litoral Sul da Bahia, não teve os resultados esperados pela estatal no pós-sal e problemas mecânicos na sonda impossibilitaram que a exploração continuasse até o pré-sal. A companhia vai decidir agora se realizará uma segunda perfuração, desta vez com o objetivo específico de buscar as rochas abaixo da camada de sal.

O diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, se disse favorável à perfuração de um segundo poço no local com o objetivo de atingir o pré-sal, mas admitiu que a operação depende da análise do cronograma das sondas de perfuração.

"Sou favorável a que se aprofunde (a perfuração) no pré-sal. Mas depende do tempo, porque programação de sondas é muito apertada", ponderou Estrella. "Temos que levar sondas também para Sergipe, onde temos um excelente prospecto", acrescentou.

O executivo, que participou de café da manhã na sede da empresa, confirmou que dois poços "praticamente secos" foram perfurados em dois blocos na Bacia de Barreirinhas, no Maranhão. Uma das áreas pertence à Petrobras, enquanto a outra concessão está nas mãos da americana Devon, mas as companhias fizeram um acordo para que as perfurações fossem feitas conjuntamente.

Apesar do resultado negativo, Estrella afirmou que a Petrobras buscará novas perfurações na chamada Margem Equatorial, que vai do Ceará ao Amapá.

"Estamos reinterpretando toda a Margem Equatorial do ponto de vista exploratório e a nossa intenção é levar sonda no ano que vem para perfurar novas locações", disse Estrella, que não descartou a devolução, para a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) de pelo menos parte dos blocos onde foram perfurados os poços secos.

"Sendo secos, reinterpretamos (os dados geológicos) para ver se devolvemos integralmente ou parcialmente os blocos", destacou o executivo.

O diretor fez questão de afirmar que o teste de longa duração (TLD) de Tupi, na Bacia de Santos, segue "tranquilo" depois da parada no meio do ano provocada por um defeito na árvore de natal molhada - equipamento que controla o fluxo dos poços.

"Tupi está dentro das expectativas, produzindo entre 15 mil e 20 mil barris por dia. O poço está tranquilo, sem problemas", ressaltou.

(Rafael Rosas | Valor)

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