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08/10/2009 - 11h51

DIs registram estabilidade na BM & F

SÃO PAULO - Conforme jargão de mercado, os contratos de juros futuros andam de lado nesta quinta-feira, sem incentivo à alta e também à baixa. Na agenda do dia, os indicadores de inflação ficaram em linha com o esperado.

Há pouco, na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2011 operava estável, a 10,38%. Janeiro de 2012 avançava 0,02 ponto, a 11,41%. E janeiro de 2013 perdia 0,02 ponto, a 11,88%.

Na parte curta da curva, o DI com vencimento em janeiro de 2010 apontava 8,71%, avanço de 0,01 ponto. Direção mais definida apenas para o DI julho de 2010, que ganhava 0,05 ponto, a 9,36%. Novembro de 2009 subia 0,01 ponto, a 8,65%.

O analista econômico da Mercatto Investimentos, Gabriel Goulart, comenta que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) não trouxe grande surpresa ao avançar 0,24% em setembro, vindo de 0,15% em agosto.

O que pesou sobre o índice foram os grupos Habitação, Vestuário e Transportes, enquanto alimentos perderam força. Em 12 meses, a inflação oficial recuou de 4,36% para 4,34%. No acumulado do ano, o índice aponta alta de 3,21%.

Olhando para trajetória da inflação, Goulart avalia que existem algumas incertezas envolvendo o comportamento dos preços no ano que vem, em função dos estímulos fiscais de política monetária. No entanto, há uma contribuição positiva pelo lado da atividade, já que a economia ainda trabalha com ociosidade dos meios de produção. Outro ponto é a expectativa de menor ritmo de crescimento do consumo conforme o governo retire os estímulos dados a alguns setores.

" Continuamos trabalhando com inflação dentro da meta em 2010, mas com risco de alta " , explicou Goulart. Olhando o mercado futuro, o especialista aponta que, além do prêmio natural por incertezas quanto ao comportamento das variáveis econômicas, a curva carrega questionamentos como sucessão de comando no Banco Central (BC) e eleições. Na visão do especialista, há espaço para um ajuste de baixa nos vencimentos, pois os contratos precificam altas muito agressivas.

Na gestão do endividamento público, o Tesouro vende Letras Financeiras do Tesouro (LFT), Letras do Tesouro Nacional (LTN) e Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F).

(Eduardo Campos | Valor)

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