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08/10/2009 - 18h22

Petrobras, Vale e bancos aproximam Bovespa dos 64 mil pontos

SÃO PAULO - A quinta-feira foi marcada por forte valorização na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) que passou por cima da resistência que existia aos 63 mil pontos, marcando nova máxima para 2009. Com destaque para os carros-chefe, o Ibovespa ganhou 1,79%, fechando aos 63.759 pontos. O volume negociado foi elevado, somando R$ 7,68 bilhões.

Tal pontuação é a maior desde 30 de junho de 2008, quando o Ibovespa marcou 65.017 pontos. Na semana, o índice já subiu 4,23%, elevando o ganho acumulado em 2009 para 69,8%. Segundo o gerente de renda variável da Modal Asset Management, Eduardo Roche, o mercado está claramente em tendência de alta e, contrariando o esperado, resistiu bem á oferta de R$ 14,1 bilhões realizada pelo Santander.

Roche lembra que existia uma expectativa de realocação de recursos em função da oferta, mas parece que o Santander chamou um fluxo novo de dinheiro, principalmente externo. Ainda no campo das ofertas, outubro reserva as emissões de Gol, Brookfield, Iguatemi, e CCR Rodovias. Roche também chama atenção para a temporada de balanços trimestrais A Alcoa deu a largada entre as companhias listadas no Dow Jones e surpreendeu ao mostrar lucro. Semana que vem, atenção aos números dos grandes bancos. JP Morgan puxa a fila, seguido pelo Goldman Sachs e Bank of America.

Na visão do especialista, os dados corporativos podem trazer alguma realização de lucros pontual ao mercado, mas parecem não ter força suficiente para promover uma reversão de tendência.

Do lado corporativo, Vale PNA acentuou os ganhos de ontem, subindo 1,60%, a R$ 38,60, com mais de R$ 700 milhões em negócios. Já a ação PN da Petrobras ganhou 2,27%, para R$ 35,45. O ativo ganhou impulso junto com o petróleo. O barril de WTI avançou mais de 3%, para US$ 71,69.

Os bancos também recuperaram parte das perdas de ontem. Bradesco PN subiu 2,53%, a R$ 35,55, com o terceiro maior volume do dia. Itaú Unibanco PN aumentou 1,71%, a R$ 35,65, e Banco do Brasil ON registrou acréscimo de 1,85%, a R$ 30,25.

Fora do índice, a unit (recibo de ação) do Santander reverteu as perdas da abertura e garantiu leve alta de 0,13%, a R$ 22,65. O volume movimentado pelo papel seguiu elevado, ultrapassando os R$ 660 milhões. Na máxima, a ação foi negociada a R$ 23,16.

Também entre os mais negociados, Usiminas PNA ganhou 2,94%, a R$ 48,90, e BM & FBovespa ON subiu 3,46%, a R$ 13,75. Lojas Renner ON avançou 1,42%, a R$ 34,23. O papel ficou em leilão por uma hora depois de uma oferta de compra/venda de 3 milhões de ações, ou 2,46% do capital ON da empresa.

O mesmo aconteceu com os ativos ON da MMX Mineração. A oferta foi de 5 milhões de ações, ou 1,63% do total de ativos ON. O papel terminou o dia com alta de 2,43%, a R$ 12,60. Nos dois casos, o agente comprador e vendedor foi o UBS Pactual.

Liderando os ganhos dentro do índice, Vivo PN saltou 7,29%, a R$ 49,87, TIM Participações ON subiu 5,23%, a R$ 6,84, e Klabin PN se valorizou 4,86%, a R$ 4,53. Seguindo as ações da Vale, Bradespar PN aumentou 4,74%, a R$ 35,09.

O setor aéreo foi o perdedor do dia. Gol PN caiu 4,31%, a R$ 17,06. O preço de emissão das ações da companhia em oferta primária e secundária será definido hoje. A concorrente TAM PN cedeu 2,10%, a R$ 23,20. Duratex PN, que a partir de hoje unificou ações com a Satipel, recuou 1,62%, a R$ 12,13. Fora do índice, o OGX Petróleo ON continuou atraindo compradores. O papel subiu 6,66%, para R$ 1.679,99, com mais de R$ 400 milhões em negócios. Em outubro, a ação da companhia já subiu 24%. (Eduardo Campos | Valor)

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