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09/10/2009 - 17h51

Barioni deixa a TAM; Líbano assume temporariamente

SÃO PAULO - O executivo David Barioni, que a família Amaro tirou da Gol há pouco menos de dois anos, acaba de deixar a TAM. Sua saída foi anunciada pela companhia aérea há pouco. Em seu lugar, assumirá temporariamente o vice-presidente de Finanças, Líbano Barroso, que foi levado para a companhia por seu ex-presidente, Marco Antonio Bologna, hoje no conselho. Há dois meses, quando Bologna foi convidado para fazer parte do conselho de administração, circularam rumores de que Barioni seria demitido. Na época, a família Amaro negou peremptoriamente mudanças na gestão. Barioni assumiu a presidência da TAM em novembro de 2007 com a missão de resgatar a imagem deixada pelo comandante Rolim Amaro, morto no início dos anos 90. A gestão anterior, de Bologna, havia sido marcada por grandes avanços na área de finanças e de mercado de capitais (inclusive com a abertura de capital da companhia), mas a ação do executivo foi considerada desastrosa em dois episódios críticos: o acidente no aeroporto de Congonhas, em julho de 2007, e a crise dos aeroportos no Natal de 2006. Apesar disso, Bologna permaneceu fortemente ligado à família Amaro. Permaneceu no conselho da holding TEP e, no início deste ano, assumiu a presidência da TAM Aviação Executiva.

Em sua gestão, Barioni se preocupou principalmente com questões operacionais. Fez mudanças na equipe que geraram forte estresse e não se envolveu fortemente com as questões financeiras, sob responsabilidade de Líbano. Nunca chegou a ficar muito próximo da família Amaro, embora o acidente da Air France, em meados do ano, tenha feito com que ele ganhasse pontos junto aos acionistas. O pitot - equipamento que está no centro das investigações da causa do acidente - havia sido trocado nos aviões Airbus da TAM por determinação de Barioni.

Segundo fontes do setor financeiro, no centro da decisão sobre a saída de Barioni está o grupo BTG Pactual, instituição financeira capitaneada por André Esteves que foi contratada pela família Amaro há dois meses para fazer um aconselhamento estratégico sobre os negócios no setor de aviação. O grupo teria sinalizado que Barioni não tinha o perfil adequado para a nova fase de expansão das atividades da TAM. (Raquel Balarin e Roberta Campassi | Valor)

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