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09/10/2009 - 18h28

Bovespa bate nova máxima para o ano acima dos 64 mil pontos

SÃO PAULO - Deixando de lado uma tentativa de realização de lucros no começo do dia, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) marcou nova máxima para o ano acima dos 64 mil pontos. Com ajuda dos carros-chefe, o Ibovespa garantiu alta de 0,49%, para 64.071 pontos. O volume financeiro, no entanto, foi baixo, somando apenas R$ 4,78 bilhões.

Tal pontuação é a maior desde 30 de junho de 2008, quando o Ibovespa marcou 65.017 pontos. Na semana, o índice subiu 4,74%, elevando o ganho acumulado em 2009 para 70,63%. Segundo operador de mercado que prefere não se identificar, o mercado brasileiro não cansa de dar demonstrações de força e já se aproxima da meta de valorização do ano reestipulada por alguns agentes em 65 mil pontos. Vale lembrar que a meta inicial era aos 60 mil pontos, conquistados em 16 de setembro. Na visão do operador, a tendência de alta ainda é garantida pelo excesso de liquidez ao redor do mundo. Os agentes não veem alta de juros nos Estados Unidos em um futuro próximo e, portanto, seguem ampliando posições em ativos de risco. Para a semana que vem, alguns fatores indicam a possibilidade de uma realização de lucros. Fora a agenda econômica carregada, grandes bancos americanos começam a divulgar resultados, como JP Morgan, Goldman Sachs e Bank of America. No front corporativo, os carros-chefe sustentaram o índice. Petrobras PN ganhou 0,53%, para R$ 35,64, maior preço em mais de um ano. Vale PNA teve alta de 0,41%, para R$ 38,76. O papel PN da Gol defendeu o terceiro maior volume do dia e a maior alta dentro do Ibovespa, avançando 3,69%, para R$ 17,69. O preço de emissão das ações da companhia na oferta primária e secundária foi fixado em R$ 16,50, um desconto de mais de 3% sobre o fechamento de ontem. Nesses casos, normalmente, o papel ajusta para baixo e não para cima. A companheira de setor TAM PN subiu 3,44%, a R$ 24,00.

Ainda entre os mais negociados, BM & FBovespa ON ganhou 0,72%, a R$ 13,85. Entre os bancos, Bradesco PN subiu 0,98%, a R$ 35,90. Fora do índice, as units (recibo de ação) do Santander verificaram acréscimo de 0,97%, a R$ 22,87.

Ainda na ponta de compra, Usiminas ON apontava avanço de 1,61%, a R$ 49,69, e MMX Mineração subiu 1,58%, a R$ 12,80. No mês, o papel já ganhou 17,4%.

A ação PN da Vivo liderou as vendas durante todo o pregão. O papel caiu 3,54%, a R$ 48,10, depois de subir 7,29% ontem. Ainda no setor de telecom, Tim Participações PN cedeu 1,61%, a R$ 4,88. Entre as construtoras, Rossi ON recuou 2,20%, a R$ 13,30.

Fora do índice, OGX Petróleo ON foi destaque mais uma vez ao movimentar mais de R$ 200 milhões, terceiro maior volume do dia. O papel ganhou 0,59%, para R$ 1.690. Em Wall Street, as compras se acentuaram no final do pregão e os índices marcaram novas máximas para o ano. O Dow Jones fechou em alta de 0,80%, aos 9.864 pontos. O S & P 500 avançou 0,56%, para 1.071 pontos. Já o Nasdaq ganhou 0,72%, a 2.139 pontos. Na semana, o Dow Jones ganhou 4%, o S & P e o Nasdaq garantiram acréscimo de 4,5% cada.

(Eduardo Campos | Valor)

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