UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

09/10/2009 - 17h29

Dólar garante nova mínima a R$ 1,737; perda na semana foi de 2,31%

SÃO PAULO - Conforme jargão de mercado, o dólar comercial andou de lado durante a maior parte do pregão de sexta-feira até encerrar o dia com leve baixa de 0,11%, a R$ 1,735 na compra e R$ 1,737 na venda. Na semana, a perda ficou em 2,31% e em outubro a moeda já recua 1,98%.

Apesar de pouco expressiva, a queda foi suficiente para a moeda americana marcar nova mínima para o ano. Tal valor de fechamento não era registrado desde 8 de setembro de 2008, quando o dólar valia R$ 1,735.

Na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o dólar perdeu 0,08%, para fechar a R$ 1,736. A bolsa corrigiu a cotação transmitida para o encerramento dos negócios de ontem. A divisa fechou a R$ 1,7374 no mercado à vista da BM & F, e não em R$ 1,7359, como havia sido inicialmente informado.

Voltando ao pregão de hoje, o volume negociado na roda de "pronto" da bolsa subiu 30%, para US$ 230 milhões. Já no interbancário os negócios recuaram 18%, para US$ 1,9 bilhão.

Segundo o gerente de câmbio da Treviso Corretora de Câmbio, Reginaldo Galhardo, a pouca movimentação da cotação e o menor volume são reflexos do feriado de segunda-feira. Quem tinha negócios para fazer, já acertou as posições até ontem. Fora isso, os investidores não gostam de ficar descobertos já que há pregão nas bolsas externas enquanto o mercado fica fechado por aqui.

Observando o comportamento da moeda ao longo da semana, Galhardo avalia que as oferta de ações que aconteceram na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ajudaram a pressionar o preço do dólar para baixo. Alguns bilhões de dólares vieram participar das distribuições de ações da Rossi, PDG e Santander. Já na próxima semana, a agenda de ofertas é pouco carregada, reservando, apenas a liquidação da venda de ações da Gol.

Outro ponto destacado por Galhardo é que não há no radar evento com força suficiente para alterar a tendência positiva para os ativos brasileiros. "A realidade é que o país segue bem avaliado e que tem tudo para entrar para o time dos grandes." Além disso, diz o especialista, o pano de fundo de juros baixos e elevada liquidez mundial está garantido por mais alguns meses. O presidente do Federal Reserve, banco central americano, Ben Bernanke, disse que só reverterá o curso e apertará a política monetária "quando a perspectiva de recuperação econômica melhorar o suficiente".

Segundo Galhardo, uma mudança na política de juros dos EUA só acontece quando o americano tiver confiança com relação a seu emprego e voltar a consumir. Algo que não deve acontecer até o final do ano ou no começo de 2010.

(Eduardo Campos | Valor)

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host